Promotor mata a tiros motoqueiro em São Paulo

Segundo relato, advogado reagiu a assalto na noite de sábado na região do Ibirapuera

Agência Estado,

06 de janeiro de 2008 | 14h26

O promotor de Justiça de São Paulo Pedro Baracat Guimarães Pereira, de 42 anos, matou um motoqueiro a tiros, na noite de sábado, 6, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o caso aconteceu por volta das 22h30 na Avenida República do Líbano, próximo à Praça Doutor Francisco Cintra Godinho. Veja também: Procuradoria vai apurar morte de motoqueiro por promotor Conforme relato que o promotor fez à polícia, ele estava em seu Honda Civic aguardando a abertura do semáforo naquele trecho, quando foi abordado pelo motoqueiro, que anunciou o assalto e exigiu o relógio dele. Ainda segundo o promotor, o motoqueiro levou a mão à cintura e Pedro Baracat imaginou que ele fosse sacar uma arma. O promotor, então, pegou sua pistola e disparou contra o motoqueiro, fugindo em seguida. De acordo com a Secretaria de Segurança, o promotor comunicou o fato à polícia e dirigiu-se ao DEIC (Departamento de Investigações contra o Crime Organizado). Depois de prestar depoimento, ele foi liberado. O motoqueiro foi identificado como Firmino Barbosa, de 30 anos. Ele chegou a ser levado pela Polícia Militar ao Hospital São Paulo, mas não resistiu e morreu. A polícia ainda está tentando levantar mais informações sobre a ficha criminal do motoqueiro. De acordo com a secretaria, duas testemunhas confirmaram à polícia a versão do promotor. Com Barbosa, foram encontrados cinco relógios e alguns documentos. A pistola do promotor, a motocicleta e os relógios foram apreendidos. Conforme a polícia, a placa da moto estava apagada. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Roubo a Bancos do DEIC. A Secretaria de Segurança acrescentou que, em conformidade com uma lei federal, complementada por outra lei estadual, casos envolvendo promotores e outros integrantes do Ministério Público têm de ser repassados ao órgão. Assim, a ocorrência já foi remetida ao procurador geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Cézar Rebello Pinho. Outros casos - Além desse caso, outras ocorrências envolveram promotores de Justiça e viraram notícia. No dia 30 de dezembro de 2004, o também promotor Thales Ferri Schoedl matou a tiros o jogador de basquete Diego Mendes Modanez ao sair de um luau na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.  Os tiros também atingiram Felipe Siqueira Cunha de Souza, que sobreviveu. O promotor afirmou que Diego, Felipe e outros rapazes tinham mexido com sua namorada, Mariana Ozores Bartoletti. Sentindo-se acuado, sacou uma pistola e disparou. Os advogados alegam que Schoedl agiu em legítima defesa. Por unanimidade, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu pelo afastamento de Thales do cargo. Já o promotor Igor Ferreira da Silva foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pela morte de sua mulher, Patrícia Aggio Longo, grávida de sete meses, em 1998, em Atibaia, no interior de São Paulo. O caso acabou ganhando notoriedade nacional. Há anos, Igor Ferreira da Silva está foragido. No dia 7 de outubro do ano passado, o promotor do Ministério Público de São Paulo Wagner Grossi, de 42 anos, atropelou e matou três pessoas de uma mesma família em Araçatuba, interior paulista. Ele atropelou os três com sua picape, no sentido contrário de uma rodovia. O promotor estaria bêbado, pois, no interior do veículo, foi encontrada uma lata de cerveja.

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