Promotor é condenado por atirar contra ex-mulher em SP

Tiro de Luiz Portolan Galvão Minniccelli Trochmann parou na coluna cervical da vítima; pena é de 5 anos de prisão

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo

17 Março 2010 | 16h54

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou nesta quarta-feira, 17, o promotor de Justiça João Luiz Portolan Galvão Minniccelli Trochmann a cinco anos de reclusão e à perda do cargo. Trochmann foi acusado de lesão corporal gravíssima, por ter atirado contra sua ex-mulher, Érika May Trochmann, em 6 de dezembro de 2002, na residência do casal, em Valinhos, região de Campinas.

 

A defesa alega excesso acusatório e informou que vai recorrer da decisão porque considera injusta a forma como ela se deu. "O STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu que ele salvou a vida dela, prestando socorro e portanto essa atenuante tinha de ser reconhecida", afirmou o advogado Alberto Toron.

 

"O caso foi tratado como se tivesse sido motivado pela torpeza, mas não se compara a uma situação dessas, que causa nojo, como a de um filho que mata os pais para ficar com os bens, por exemplo", acrescentou.

 

O tiro acertou o queixo da advogada, atravessou o pescoço e parou na coluna cervical. De acordo com a Procuradoria-Geral de Justiça, o promotor atirou em Érika com um revólver calibre 38, por motivo torpe e usando de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

 

Por maioria de votos (13 a 5), a ação foi julgada procedente e o promotor de justiça João Luiz Portolan Galvão Minniccelli Trochmann, além de perder o cargo, foi condenado ao cumprimento de uma pena de cinco anos de reclusão, em regime semiaberto.

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