Promotor diz que prova contra filha de ex-ministro assassinado é 'contundente'

BRASÍLIA

, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

O promotor Maurício Miranda, que denunciou a arquiteta Adriana Villela como mandante do assassinato de seus pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Villela, e da empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, disse ontem que as provas contra ela são "robustas, contundentes e bem fundamentadas". Os três foram mortos a facadas, em agosto de 2009, no apartamento onde moravam em Brasília. Miranda criticou os policiais da 8.ª Delegacia de Polícia que prenderam na semana passada o ex-porteiro do prédio Leonardo Campos Alves e Paulo Santana, que confessaram o crime. Além de eles terem agido fora da jurisdição da DP, o promotor disse não saber se houve a gravação dos depoimentos e se procede a versão deles. "Situações estão sendo criadas para levar a uma conclusão errada. Os elementos dão pleno conhecimento da presença de Adriana no crime, mas sabemos que existem outras pessoas", afirmou Miranda. Para ele, as apurações da Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida, que reassumiu o caso no lugar da 8.ª DP, estão corretas. A defesa de Adriana considerou a denúncia "precipitada".

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