Promessa não cumprida

COLETA SELETIVA NA RUA ARGENTINA

O Estado de S.Paulo

28 Abril 2012 | 03h01

A empresa que faz a coleta de lixo na minha região, a Loga, não faz coleta seletiva no meu endereço, Rua Argentina. Entrei em contato com a Prefeitura, que me indicou uma cooperativa. O problema de ações individuais para a reciclagem é que, sozinha, eu tenho de juntar e armazenar lixo por 15 dias em casa, o que não é muito prático. Se a Prefeitura e a empresa contratada assumissem a responsabilidade, a coleta poderia ocorrer em dias determinados da semana, o que incentivaria muitas pessoas a separarem os materiais. Moro no Jardim América e fico pensando que, se nem ao menos nessa região tão central temos coleta, onde ela é feita? Só nos grandes condomínios?

BIA GROTH / SÃO PAULO

A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) informa que a Central de Triagem Sé passará a atender a Rua Argentina, incluindo a via no roteiro de coleta na segunda semana do mês de abril. O Programa de Coleta Seletiva na cidade de São Paulo contempla 75 dos 96 distritos da capital e os locais ainda não inclusos nos roteiros de coleta podem colocar à disposição seu material reciclável num dos 51 Ecopontos do Município ou em Pontos de Entrega Voluntária localizados em parques, supermercados e prédios públicos. A consulta à lista dos Ecopontos e às vias atendidas pela coleta porta em porta pode ser feita no site da Prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br.

A leitora relata: Ao contrário do que a Amlurb disse, a coleta seletiva não foi feita. Estou com o lixo de 3 semanas em casa e o coloquei ontem para a coleta comum. Repito de novo: se nem a região central tem esses serviços básicos, fica difícil acreditar que haja coleta seletiva em São Paulo.

CONCESSIONÁRIAS

Asfalto é malfeito

É inacreditável o desleixo que as concessionárias (Comgás, Sabesp) têm em consertar o asfalto das ruas, bem como a falta de fiscalização da Prefeitura. O que se vê são consertos mal feitos que deixam o asfalto com lombadas e prejudicam o tráfego. O que parece acontecer é que as concessionárias destroem o asfalto; fingem que consertam; e a Prefeitura finge que fiscaliza. E quem paga a conta somos nós. Cito algumas ruas no Paraíso recentemente recapeadas, mas que já estão tomadas por buracos causados por concessionárias: Cubatão, Sampaio Viana, Tutoia e Abílio Soares.

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR. / SÃO PAULO

A Subprefeitura Vila Mariana esclarece que tem multado as concessionárias que não repõem adequadamente o pavimento das vias e exige que o serviço seja refeito.

O leitor comenta: Não obstante a alegação da cobrança de multas, estas não estão sendo efetivas para garantir a qualidade dos reparos, já que é possível notar que a grande maioria das ruas apresenta desníveis decorrentes desses serviços malfeitos. A Tutoia, no trecho entre a Sampaio Viana e a Abílio Soares, apresenta, há meses, duas lombadas de fora a fora no asfalto, decorrentes de reparo precário. A Prefeitura deve ser mais eficaz na fiscalização, já que o problema permanece.

OBRA NO JD. PAULISTA

Barulho de madrugada

Sou vizinho de uma obra no Jardim Paulista que nos atormenta há meses. Reclamamos inúmeras vezes aos responsáveis, porém nada é feito. Trata-se da construção de um prédio comercial na esquina da Alameda Itu com a Alameda Campinas. O problema reside na entrega de materiais em plena madrugada, com barulhos excessivos e gritos dos operários. O responsável da obra alega que este horário é o único possível, por causa das restrições da Prefeitura (mentira, pois o horário permitido de acesso de caminhões é a partir das 21 horas e não na madrugada).

FLAVIO W. CARNEVALE FILHO

/ SÃO PAULO

A Barbara Engenharia e Construtora informa que a obra se situa em Zona de Máxima Restrição de Circulação, conforme decreto que proíbe a circulação de caminhões de 2ª a 6ª feira, das 5 às 21 horas, e aos sábados, das 10 às 14 horas, o que obriga a programar a entrega de material no período noturno e aos sábados, no horário permitido. E que alguns fornecedores se situam longe da obra, o que dificulta a chegada antes das 22h30.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras diz, por intermédio do Psiu, que não consta no banco de dados queixa de barulho no local citado. Mas, diante da denúncia do leitor, agendou vistoria.

O leitor reclama: O problema na entrega de material continua. Alertamos os responsáveis, que talvez não soubessem, mas houve entrega de material em pleno feriado (21/4), bem como no domingo. A situação é tão ridícula que não temos como resolver o problema.

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