Projetos prontos para sair do papel seguem na gaveta

CENÁRIO: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2013 | 02h03

Na terça-feira, o empresário Fernando Abdalla foi morto. Quatro meses antes, segundo investigação da Corregedoria, ele havia tentado fazer um boletim de ocorrência de tentativa de roubo, mas não conseguiu. Caso a quadrilha ou o ladrão que tentou roubá-lo tivesse sido investigado e preso, o homicídio poderia não ter ocorrido.

O mau serviço prestado nas delegacias e a baixa produtividade nas investigações - que solucionam menos de 2% dos crimes - são dois dos pontos fracos da segurança pública em São Paulo.

Desde o começo do ano, estão engavetados projetos que já estavam prontos para sair do papel, como o registro de boletins de ocorrência pela internet em caso de roubos de carros e tentativas de roubo, furtos e estelionatos. A intenção era facilitar os registros para acumular informações e detectar mais habilmente a movimentação de quadrilhas que atuam em São Paulo.

Setores da Polícia Civil criticam a não implementação dessas políticas, apontando a preocupação em dificultar o registro dos crimes e o consequente aumento das taxas de criminalidade. Esse seria o motivo para retroceder no projeto de 2011 das centrais de flagrante, que garantiria registros de BOs em 20 minutos.

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