Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Projetos de trânsito não saem da fase de teste

Zona Azul Eletrônica fica pela metade e os 23 painéis eletrônicos estão desligados

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2011 | 00h00

Às 19 horas de anteontem, o trânsito da cidade de São Paulo tinha 171 km de lentidão. Mas o motorista que procurou informações de caminhos alternativos nos painéis eletrônicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ficou a ver navios. Os 23 equipamentos espalhados nos principais corredores da cidade, testados desde 2006, estão desligados. Esse é um dos projetos da CET que não funcionam 100%. A Zona Azul Digital, também em fase de testes desde 2006, já não funciona como foi previsto.

Em abril de 2006 a CET começou a testar os Painéis de Mensagem Variável. A reportagem percorreu as Marginais do Tietê e do Pinheiros, a Avenida dos Bandeirantes e o Complexo Viário Maria Maluf. Nenhum dos equipamentos funciona. "Painéis foram instalados em pontos estratégicos da cidade. Poderiam informar a situação do trânsito naquele trecho e quais as opções de rota alternativa", lembra o arquiteto e urbanista Flamínio Fichmann, consultor de engenharia de tráfego. Segundo ele, a CET poderia adotar um modelo usado em Paris. "O sistema poderia informar quanto tempo o motorista vai levar para chegar até certo ponto se permanecer naquele corredor."

Para o caminhoneiro Marcos Gilmartins Costa, de 59 anos, o painel seria primordial para o trânsito. "A sinalização nas marginais já é precária. A finalidade do painel é dar alternativa aos motoristas, mas infelizmente estão desligados. É dinheiro nosso jogado no lixo."

No início dos testes, a CET informou que os painéis ficariam 24 horas conectados à central de operação. Deveriam informar ocorrências como alagamentos, acidentes e rotas opcionais. Ou até ajudar em campanhas de conscientização.

Zona Azul Digital. Já a Zona Azul Digital continua em fase de testes na Praça Charles Miller, zona oeste. No site da CET, a informação é que é possível controlar créditos pelo celular. Na prática, isso não funciona. "Bem que eu poderia usar o serviço pelo celular. Quando a cabine da Zona Azul não funciona, chego a pagar R$ 5 a flanelinhas", reclama o publicitário Celso Volpon.

Na cabine, cada cartão digital custa R$ 3. O digital dispensa preenchimento da folhinha. Sua placa fica registrada no sistema de computador. O site da CET avisa que o serviço funciona também no Largo do Arouche, no Aeroporto de Congonhas e na Cidade Jardim, mas foram desativados também nessas áreas.

Palmtops. Já a comunicação por rádio entre agentes de trânsito, extinta em 2006, deve ser retomada. Tecnologias alternativas não surtiram efeito. No período, a CET testou palmtops e celulares. "A comunicação via rádio agiliza o atendimento. Muitas vezes a ocorrência é passada só para uma viatura. Com agentes em rede, a equipe mais próxima vai ao local", diz Alfredo Coletti, do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Viário (Sindiviários).

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz que contratou empresa para recuperar os 23 painéis de mensagens. E a previsão é que os equipamentos estejam operando em 90 dias. O valor do contrato é de R$ 1,2 milhão. Informa ainda que desde abril agentes usam 1.245 equipamentos, que, além de funcionarem com sistema de voz, coletam e transmitem dados e ocorrências. Já a Zona Azul Eletrônica, segundo a CET, faz parte de projeto de requalificação de estacionamentos, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.

JORNAL DA TARDE

Às 19 horas de anteontem, o trânsito da cidade de São Paulo tinha 171 km de lentidão. Mas o motorista que procurou informações de caminhos alternativos nos painéis eletrônicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ficou a ver navios. Os 23 equipamentos espalhados nos principais corredores da cidade, testados desde 2006, estão desligados. Esse é um dos projetos da CET que não funcionam 100%. A Zona Azul Digital, também em fase de testes desde 2006, já não funciona como foi previsto.

Em abril de 2006 a CET começou a testar os Painéis de Mensagem Variável. A reportagem percorreu as Marginais do Tietê e do Pinheiros, a Avenida dos Bandeirantes e o Complexo Viário Maria Maluf. Nenhum dos equipamentos funciona. "Painéis foram instalados em pontos estratégicos da cidade. Poderiam informar a situação do trânsito naquele trecho e quais as opções de rota alternativa", lembra o arquiteto e urbanista Flamínio Fichmann, consultor de engenharia de tráfego. Segundo ele, a CET poderia adotar um modelo usado em Paris. "O sistema poderia informar quanto tempo o motorista vai levar para chegar até certo ponto se permanecer naquele corredor."

Para o caminhoneiro Marcos Gilmartins Costa, de 59 anos, o painel seria primordial para o trânsito. "A sinalização nas marginais já é precária. A finalidade do painel é dar alternativa aos motoristas, mas infelizmente estão desligados. É dinheiro nosso jogado no lixo."

No início dos testes, a CET informou que os painéis ficariam 24 horas conectados à central de operação. Deveriam informar ocorrências como alagamentos, acidentes e rotas opcionais. Ou até ajudar em campanhas de conscientização.

Zona Azul Digital. Já a Zona Azul Digital continua em fase de testes na Praça Charles Miller, zona oeste. No site da CET, a informação é que é possível controlar créditos pelo celular. Na prática, isso não funciona. "Bem que eu poderia usar o serviço pelo celular. Quando a cabine da Zona Azul não funciona, chego a pagar R$ 5 a flanelinhas", reclama o publicitário Celso Volpon.

Na cabine, cada cartão digital custa R$ 3. O digital dispensa preenchimento da folhinha. Sua placa fica registrada no sistema de computador. O site da CET avisa que o serviço funciona também no Largo do Arouche, no Aeroporto de Congonhas e na Cidade Jardim, mas foram desativados também nessas áreas.

Palmtops. Já a comunicação por rádio entre agentes de trânsito, extinta em 2006, deve ser retomada. Tecnologias alternativas não surtiram efeito. No período, a CET testou palmtops e celulares. "A comunicação via rádio agiliza o atendimento. Muitas vezes a ocorrência é passada só para uma viatura. Com agentes em rede, a equipe mais próxima vai ao local", diz Alfredo Coletti, do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Viário (Sindiviários).

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz que contratou empresa para recuperar os 23 painéis de mensagens. E a previsão é que os equipamentos estejam operando em 90 dias. O valor do contrato é de R$ 1,2 milhão. Informa ainda que desde abril agentes usam 1.245 equipamentos, que, além de funcionarem com sistema de voz, coletam e transmitem dados e ocorrências. Já a Zona Azul Eletrônica, segundo a CET, faz parte de projeto de requalificação de estacionamentos, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.