Projetos ''de grife'' para áreas de risco

Para reurbanizar locais periféricos e problemáticos como os Córregos Cabuçu de Baixo e Pirajuçara - cujos moradores convivem ano após ano com enchentes e deslizamentos - vão atuar arquitetos "de grife", como Paulo Bruna (autor de projetos como o do novo Esporte Clube Pinheiros e do futuro Teatro da Sociedade de Cultura Artística) e Cláudio Libeskind (autor do novo Sesc Guarulhos). Esse é o resultado de concurso divulgado ontem pela Prefeitura de São Paulo para urbanizar as 22 áreas de maior risco de deslizamento da capital, onde vivem cerca de 73 mil pessoas.

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

Os projetos vencedores - criados por 20 escritórios de arquitetura de todo o País - serão contratados a partir de fevereiro e a expectativa é que as obras comecem ainda no primeiro semestre do ano que vem.

"Essa modalidade de licitação (concurso de projetos) vai garantir urbanização de áreas de risco com qualidade, a partir de projetos criados por arquitetos de ponta", disse a secretária de Habitação Popular da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), Elisabete França. "Um dos requisitos para a aprovação é que os projetos prevejam o mínimo possível de reassentamentos. A ideia é reurbanizar as áreas já consolidadas para que os transtornos sejam menores."

As áreas escolhidas foram definidas entre 158 com risco alto e altíssimo de deslizamento mapeadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em 2003. Os projetos de urbanização contemplam a eliminação dessas áreas, implementação de infraestrutura, drenagem e construção de espaços públicos e de novas unidades habitacionais.

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