Projeto vizinho ao Teatro Oficina ainda depende de autorizações

Cinco anos depois da demolição da Sinagoga Ohel Yaacov, o Grupo Silvio Santos ainda não conseguiu todas as autorizações necessárias para construir dois condomínios residenciais de 28 andares no entorno do Teatro Oficina, na Rua Jaceguai, no Bexiga, centro de São Paulo. A empresa Sisan Empreendimentos, que coordena os planos imobiliários do grupo, ainda espera que os incentivos para a revitalização do centro paulistano ajudem a impulsionar o projeto.

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2010 | 00h00

Até hoje, o terreno no Bexiga teve dois projetos totalmente diferentes - a de um shopping chamado de Bela Vista Festival Center e dos prédios residenciais. O primeiro entrave eram os cortiços que ficavam no entorno. O maior problema, no entanto, é o tombamento do Teatro Oficina - além da proteção municipal e estadual, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou o teatro em junho por considerá-lo um histórico espaço de experimentação do teatro nacional. O pedido de tombamento do Oficina tramitava desde 2003, quando o diretor teatral José Celso Martinez Corrêa solicitou ao então ministro da Cultura, Gilberto Gil, medida de proteção contra a anunciada construção do shopping.

Os planos de Zé Celso, responsável pelo Oficina desde a fundação, em 1958, vão além: ele quer montar ali um centro de artes cênicas sem muro, emoldurado por uma grande área verde.

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