Projeto visa a moldar o adensamento urbano na capital

Vejo inovações positivas e corajosas na revisão do Plano Diretor porque o projeto é mais consistente no que diz respeito à questão do adensamento urbano, com uma proposta de levar gente para onde já existe transporte e outros serviços. Essa é uma afirmação axiomática, mas nenhuma alternativa foi implementada nesse sentido.

ANÁLISE: Jorge Wilheim, arquiteto e urbanista, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2013 | 02h11

Quanto ao problema da outorga onerosa, está na visão do projeto a ideia, até contrária ao propósito das operações urbanas, de que o grande adensamento de prédios tem causado polos geradores de tráfego. Era preciso mexer nesses indicadores para moderar, inclusive, os impactos provocados por eles.

Essas alterações não acabam com o mercado imobiliário, simplesmente tentam moldar a infraestrutura da cidade. Tanto que a outorga, às vezes, tem de ocorrer sem ônus, para beneficiar certas áreas nas quais o mercado não tem interesse, mas a cidade tem. Nesse sentido, vale a pena permitir o aumento de áreas construídas em certas regiões.

Já a proposta de estimular novas moradias no centro tem o propósito de revitalizar uma região degradada da capital. Só lamento que tenhamos demorado tantos anos para fazer essa revisão.

Mais conteúdo sobre:
SPSão PauloPlano diretorhaddad

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.