Projeto prevê aterrar os fios na 25 de março

Rua também terá calçadas amplas, se plano for mantido na gestão Haddad

RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2012 | 02h03

Calçadas amplas e largas, com prédios modernos e fiação elétrica totalmente subterrânea. A descrição parece ser da Avenida Paulista, mas é o que prevê o projeto de revitalização da Rua 25 de Março. O objetivo é facilitar o trânsito de pedestres na região.

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, a revitalização faz parte do projeto urbanístico para o entorno do Parque D. Pedro II, com custo estimado em R$ 1,5 bilhão. Os primeiros passos para que saia do papel já foram dados - os Edifícios Mercúrio e São Vito foram demolidos e uma empresa foi contratada para fazer um pontilhão sobre o Rio Tamanduateí, que permitirá a demolição do Viaduto Diário Popular. A execução das próximas fases, porém, vai depender do prefeito eleito, Fernando Haddad (PT), que poderá ou não manter a empreitada.

Para abrigar calçadas tão amplas, será proibido o estacionamento nas laterais da 25 de Março - as vagas retiradas deverão ser repostas com a instalação da garagem subterrânea que a Prefeitura quer construir no local.

Uma das faixas de carros também deverá ser suprimida. Na Praça Fernando Costa, os camelôs e banheiros públicos serão removidos para dar lugar a um espaço de convivência. E até uma escada rolante ligando a praça ao Pátio do Colégio, em cima da colina histórica onde foi fundada a cidade, deverá ser construída.

Mirante. O projeto prevê também a demolição do Edifício Garagem, que fica na 25 de Março na frente da praça. A retirada possibilitará a reativação do mirante ao lado do Pátio do Colégio e, antigamente, dava vista para toda a Várzea do Carmo, onde hoje está parte do bairro do Brás e a região do Parque Dom Pedro. O mirante atualmente está gradeado e funciona como estacionamento.

Todo o entorno da 25 de Março também será conectado à esplanada que se pretende criar no local do terminal de ônibus, que deverá ser deslocado para junto da Estação Pedro II do Metrô. Um espelho d'água também deverá ser criado no local onde hoje passa a Avenida do Estado - que, segundo o plano, ganharia um túnel subterrâneo.

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