Projeto é um incentivo para mercado em crise

Em meio a um mercado imobiliário deprimido como o português, facilitar obras de reabilitação no centro histórico pode ser um alento. De 2008 para 2009, quando algumas regras do Plano Diretor Municipal já haviam sido levantadas e o plano atual estava em análise, o licenciamento de edifícios de apartamento saltou de 6 para 17 na Baixa, segundo a consultora Confidencial Imobiliário. Também subiu na área definida como "zona histórica". No restante da cidade, estagnou ou caiu vertiginosamente.

Vitor Sorano, Simone Cunha / LISBOA ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2010 | 00h00

"O Plano Diretor Municipal apenas previa restauro nesta zona, por isso a atividade imobiliária estava muito limitada", diz Glória Martins, da Madrilisboa, de gestão imobiliária. A previsão é de que o plano esteja em vigor até o fim de 2011. O custo total é de 700 milhões, quase tudo da iniciativa privada

A Câmara está revendo planos para outras regiões históricas, como a Alfama e o Chiado. "Algumas condições impediram essas áreas de se desenvolver", diz Jorge Catarino, diretor de reabilitação urbana da Câmara. Entre elas, o congelamento de aluguéis, em vigor desde o século passado e que torna os valores irrisórios. "Há imóveis com aluguel de 50."

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