Projeto depende de aprovação de conselho

Órgão de preservação do patrimônio autorizou as obras da Linha 17-Ouro, mas ainda não analisou o plano para futura estação

O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2012 | 02h05

Parcialmente tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), o Aeroporto de Congonhas precisa ter todas as intervenções previamente aprovadas pela equipe de conselheiros da Prefeitura. Em abril de 2011, o Metrô ganhou sinal verde do conselho para começar a construir a linha - a única ressalva não foi em relação ao aeroporto, mas ao Estádio do Morumbi. Os conselheiros pediram que o edifício da estação e " áreas conexas devem estar distanciadas o máximo possível do estádio e apresentarem soluções de leveza e transparência".

Por isso, o governo ainda precisa encaminhar um novo projeto para a estação atendendo às diretrizes do conselho.

De acordo com as atas de reuniões do Conpresp, esse é o último pedido protocolado pelo Metrô em relação à Linha 17-Ouro. Portanto, os conselheiros ainda não deliberaram sobre a estação na Rua Rafael Iório nem sobre o túnel para Congonhas. O local escolhido para ser construída a passagem, porém, visa ao menor impacto visual possível na área tombada do aeroporto.

Obras de arte. Em fevereiro, foram tombados o Pavilhão das Autoridades (prédio anexo ao aeroporto), o terminal de embarque e desembarque de passageiros e uma estrutura de metal no hangar. No Pavilhão das Autoridades, ficam preservados o conjunto de espelhos decorados, de autoria do arquiteto francês Jacques Monet. Está tombado também um painel atribuído a Di Cavalcanti e Clóvis Graciano. / N.C.

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