Projeto de mudança de portas não sai do papel

Montada em 2010, as portas de plataforma da Estação Vila Matilde, na Linha 3-Vermelha, não estão funcionando até hoje. Os equipamentos poderiam oferecer mais segurança para os passageiros e mais eficiência para o sistema, evitando quedas nas vias, riscos que aumentam nos horários de superlotação. Pela parada circulam, em média, 30 mil passageiros por dia.

O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2013 | 02h07

Na avaliação do especialista em Transportes Flamínio Fichmann, as portas, que já existem nas estações da Linha 4-Amarela, "são sempre uma boa solução".

"Elas têm uma série de vantagens, mas não eliminam o problema da demanda excessiva. Mesmo com elas, é preciso fazer o controle antes, porque plataforma lotada na hora do embarque cria um problema grave."

Falência. O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que a empresa responsável pela instalação das portas faliu. "Ela era a líder do consórcio. Aí tivemos que convencer os outros do consórcio, que são coreanos, a assumir esse papel de liderança. Mas a empresa que faliu deixou passivos. E ela se julga no direito de uns ressarcimentos. Isso vem sendo articulado, por isso demorou."

Ainda de acordo com o dirigente, a Estação Vila Matilde "não é primordial". "Então, vamos resolver o problema institucional e fazer a Linha 3 tudo de uma vez. Você não vai automatizar todo um trem para ter uma porta só funcionando."

Para Fichmann, no entanto, o problema das portas que ainda não funcionam é antigo e já poderia ter sido solucionado. "O Metrô poderia até tentar contratar diretamente essa empresa coreana." / TIAGO DANTAS

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