Projeto de fretados vai à Câmara e oposição quer vetar regras

Vereadores que são contra as propostas da Prefeitura vão tentar derrubar as regras já em vigor em São Paulo

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo,

05 de agosto de 2009 | 10h58

O projeto do Executivo que vai reproduzir a portaria com a restrição aos ônibus fretados deve chegar nesta quarta-feira, 5, à Câmara, mas na quarta o tema já expôs uma divisão nas bancadas. Mesmo dentro da base governista alguns líderes defendem a flexibilização das regras. Já a oposição tentará votar amanhã um decreto legislativo, apresentado na semana passada pelo vereador Antonio Donato (PT), que determina a suspensão dos efeitos da portaria em vigor.

 

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A polêmica sobre os fretados também servirá de pretexto para integrantes do bloco político chamado "centrão" cobrarem cargos e novos favores do Executivo em redutos eleitorais, segundo apurou a reportagem. A discussão será a principal dentro do Legislativo pelo menos nos próximos dois meses, avaliam as lideranças.

 

A maior parte dos parlamentares governistas ainda não quis tornar pública a insatisfação com as restrições. Nas reuniões de bancadas que ocorreram ontem, porém, não havia consenso sobre o tema. O governo garantiu às bancadas que o texto não vai chegar com modificações em relação à portaria do fim de julho.

 

"A Câmara agora vai ouvir o setor", afirmou Carlos Apolinário (DEM). Mas o líder de governo, José Police Neto (PSDB), chegou a endurecer o discurso contra os empresários e donos de fretados. "Ficar sem regras é que não vai ocorrer, com certeza", argumentou. Já a liderança do PT promete apresentar um projeto que prevê a volta de ônibus executivos com tarifas especiais. "Temos de valorizar o transporte coletivo."

 

Turismo

 

Sem divulgar para os interessados, a Prefeitura flexibilizou na sexta-feira as regras para as vans que prestam serviços de turismo na capital. Como os demais fretados, elas deveriam fornecer com cinco dias de antecedência todo o itinerário. O formato revoltou empresários e motoristas do setor, que afirmavam estar perdendo trabalho. Agora é preciso somente notificar os pontos de partida e chegada. Sem saber da mudança, motoristas de vans realizaram anteontem um protesto que parou a Marginal do Tietê.

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