Projeto de demolição do templo deve sair até sexta

Os trabalhos do Instituto de Criminalística (IC) estão condicionados a esse processo de demolição

Elvis Pereira, do estadao.com.br,

20 Janeiro 2009 | 16h24

A Igreja Renascer em Cristo anunciou na tarde desta terça-feira, 20, que já está sendo elaborado o projeto de demolição do que restou da sede da igreja, no Cambuci, no centro de São Paulo, após o desabamento do teto do imóvel no domingo, 18.   Veja também: Divulgada identidade da 9ª vítima do acidente na Renascer Casal Hernandes pode voltar ao Brasil em junho Igreja usa mídia própria para falar em 'milagre' Em tragédia de templo em Osasco, crime prescreveu Quatro vítimas do desabamento estão em estado grave Interdição no entorno da Renascer deixa 15 pessoas desalojadas Troféu de Kaká não estava no templo; jogador casou no local Casal Hernandes divulga nota sobre desabamento Igreja Renascer divulga lista das vítimas do desabamento  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer    O plano para iniciar a obra será apresentado à Prefeitura e, a partir daí, uma empresa que efetuará a demolição, contratada pela Renascer. "Acreditamos que até o final dessa semana esse assunto estará decidido", informou a igreja, em nota.   Os trabalhos do Instituto de Criminalística (IC) estão condicionados a esse processo. Como existe o risco de novos desabamentos, os peritos aguardam a contratação da empresa que fará a demolição para voltar a avaliar o local do acidente.   Segundo o IC, até agora, três peritos estiveram no terreno na segunda, 19, e no dia do desastre, que deixou 9 mortos e mais de 100 feridos. Oito casas e os fundos de uma loja de roupas tiveram de ser interditados, em função da inclinação de um muro do tempo.   Os primeiros indícios mostram que a estrutura desmoronou por falta de manutenção, pequenas infiltrações e excesso de peso causado por ar-condicionado, aparelhos de som e de iluminação colocados indevidamente no teto nos últimos anos, conforme técnicos revelaram ao Estado.   Fotografias feitas ontem pelos órgãos da Prefeitura mostram cupim na madeira do telhado, além de vários equipamentos de som e de luz que sobrecarregaram o teto. A instalação do ar-condicionado também foi feita sem levar em conta que a estrutura não aguentava tanto peso.   O presidente da Renascer, o deputado federal Geraldo Tenuta Filho (DEM-SP), o Bispo Gê, disse que o teto não oferecia perigo, a manutenção era feita anualmente e ele "nunca permitiria a entrada de fiéis em um local condenado". Bispo Gê ainda anunciou que indenizará as famílias das vítimas.   (com Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli, de O Estado de S. Paulo )

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