Projeto da Unesp ajuda no planejamento de pequenas cidades

Sistema recebe dados da população e gera indicadores para o Plano de Diretor de cidades como Bauru

Mônica Aquino, do estadao.com.br,

27 de agosto de 2008 | 18h46

Um projeto de doutorado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) pode ser uma alternativa para cidades de pequeno e médio porte planejarem seu crescimento e solucionarem problemas no trânsito. Criado pela professora Renata Magagni, o Planejamento Urbano e de Transportes Integrado e Sustentável (Planuts) foi testado com técnicos e especialistas da prefeitura de Bauru, no interior de São Paulo. "O sistema ajuda os municípios a gerarem indicadores e planejarem sua mobilidade", explica Renata, em entrevista ao estadao.com.br.   Veja também: Como o trânsito parou São Paulo   Medidas anunciadas contra o trânsito de São Paulo     Enquanto cidades de grande porte como São Paulo buscam medidas de emergência para tentar amenizar o trânsito caótico, pequenos e médios municípios poderiam usar o sistema para apontar as necessidades e a demanda da população. "A questão do transporte sempre foi entendida apenas como um planejamento viário mas, na verdade, inclui outras coisas como a questão ambiental e o planejamento urbano", defende Renata. "Com os indicadores, é possível traçar metas para melhorar a qualidade de vida das cidades", diz.   O sistema foi dividido em quatro módulos de avaliação, que seria feita pela população das cidades, como escolha de indicadores, definição das prioridades do município e escolha dos locais onde as medidas serão postas em prática. A idéia é usar alguns dos resultados do Planuts no Plano Diretor de Bauru, segundo a prefeitura da cidade, que prevê um Plano de Mobilidade. Testado no município, o projeto não teve a última etapa concretizada "por falta de tempo, mas há intenção de continuar", conta Renata.    Além de Bauru, cidades como Araraquara, Presidente Prudente e Piratininga são exemplos de municípios que poderiam usar o sistema em seu planejamento. No entanto, o Planuts não deve solucionar o caos de cidades como São Paulo e Rio, que têm variáveis de indicadores e, na maioria dos casos, cresceram sem planejamento algum. "Essas cidades maiores precisam de definições setorizadas, feitas por vários grupos de pessoas", conclui.

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