Projeto cria polêmica e divide moradores do bairro

Moradores e comerciantes de Moema foram pegos de surpresa pela segunda vez em menos de dois meses. Se a extinção de vagas de estacionamento nas ruas do bairro já dividia opiniões, o projeto de ciclofaixas também deve encontrar resistências.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2010 | 00h00

"Adoraria andar de bicicleta, só não acho que uma faixa no chão vá resolver o problema dos carros", afirma o professor universitário Cristiano Resende. "É um projeto isolado, que não leva em consideração o fato de a exploração imobiliária trazer mais carros para o bairro", diz a psicóloga Fernanda Piva.

Quem também reclama são os comerciantes. Dono de uma farmácia na Rua Inhambu, José Rodrigues é a favor das bicicletas, mas só no fim de semana. "Tem de saber conciliar. Para o lazer, tudo bem, mas durante a semana tem de liberar para os carros", diz. Renata Drozdowski, dona de uma loja de consertos, não vê melhoria com a nova faixa. Não adianta ter infraestrutura para bicicleta e não ter para carros."

Para a presidente da Associação dos Moradores e Amigos de Moema, Lygya Horta, a Prefeitura deveria privilegiar o retorno das vagas de estacionamento. "Colocar faixa para bicicleta e deixar a rua sem estacionamento? Daqui a pouco ninguém vai poder mais andar de carro aqui."

Moradores de Moema há 30 anos, os representantes comerciais Wilma Nunes e Américo Sociale adoraram a notícia. "Com as bicicletas, todo dia vai parecer domingo." /

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