Projeto cria corredor entre aeroportos em São Paulo

Proposta da Infraero, Receita e Absa liga Guarulhos a Viracopos

TATIANA FÁVARO,

09 de outubro de 2007 | 20h26

Representantes da Regional Sudeste da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), da Receita Federal em São Paulo e da Absa Cargo Airline apresentaram nesta terça-feira em Campinas o projeto de um corredor logístico entre os aeroportos internacionais de Guarulhos, na Grande São Paulo, e Viracopos, em Campinas, a 90 quilômetros da capital.Segundo informou o diretor técnico da Absa, Dario Matsuguma, o objetivo é tornar mais ágil e menos burocrático o transporte de cargas embarcadas em São Paulo. A empresa, parceira do grupo Lan, fez 14 testes com cargas internacionais no corredor que poderá servir o comércio exterior.Desde abril, a Absa transportou 50 toneladas de produtos (sementes, aspargos, material têxtil e cosméticos) que chegavam a Guarulhos do Chile, Argentina e Peru, nos porões dos boeings Lan, eram levados por rodovia até Campinas e embarcavam em cargueiros para Venezuela, Colômbia e Estados unidos, nos vôos da Absa. Os representantes da Receita Federal informaram ontem em Campinas que o projeto será levado a Brasília, para análise. "Guarulhos está estrangulado - aeroporto e armazéns. A idéia é fazer o transporte de cargas internacionais de forma segura, eficiente e rápida entre os dois aeroportos", afirmou Matsuguma. Segundo dados apresentados ontem no aeroporto em Campinas, o procedimento que levava ao menos 24 horas durou no máximo sete horas com a estrutura proposta no projeto. O transporte rodoviário da carga foi feito por uma empresa credenciada pela Receita Federal. Os representantes da Infraero e da Absa Cargo Airline afirmaram que unir as atividades dos aeroportos - Guarulhos, com perfil de aeroporto de passageiros, e Viracopos, com perfil cargueiro - vai significar mais flexibilidade e capilaridade para os exportadores. O objetivo é que a atividade no corredor entre os chamados aeroportos complementares funcione para toda a indústria, num prazo ainda indeterminado. Os testes foram feitos com a Absa, responsável por movimentar 110 mil toneladas (24% do mercado) de carga internacional em 2006.

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