Projéteis achados perto de corpos de irmãs mortas em Cunha serão analisados

Cápsulas contém digitais, segundo delegado; gorro com fios de cabelo encontrado na casa de suspeito também será periciado

João Carlos de Faria, especial para o Estado de S.Paulo

01 de abril de 2011 | 19h45

TAUBATÉ - A polícia de Cunha, a 225 km de São Paulo, vai enviar ao Instituto de Criminalística, dois projéteis deflagrados, que estariam próximo ao local onde as irmãs Josely, de 16 anos, e Juliana, de 15 anos, foram encontradas mortas a tiros, na última segunda-feira. O material foi entregue à polícia por moradores das imediações.

 

Segundo o delegado Marcelo Cavalcanti, que comanda as investigações, as possíveis impressões digitais que forem encontradas nas cápsulas serão comparadas às do principal suspeito, Ananias dos Santos. "Em caso positivo será uma prova definitiva contra ele", disse.

 

Também será enviado para perícia um gorro que teria sido encontrado na casa de Santos, com cabelos compridos, possivelmente de mulher. "Nesse caso será feito um exame de DNA e sendo confirmado alguma ligação com o suspeito a prova, embora não definitiva, será contundente".

 

As investigações ainda não conseguiram definir se o crime foi cometido por apenas uma pessoa e qual o local exato onde teria ocorrido. A namorada de Santos, uma enfermeira de 49 anos, continua negando envolvimento com a morte das irmãs.

 

Segundo Fábio Fernando Caetano de Araújo, que defende a enfermeira, ela não informou à polícia sobre o telefonema que recebeu de Santos um dia depois do desaparecimento das irmãs por medo de represálias do suspeito ou dos moradores. "Ela teve medo do que podia acontecer", disse. A prisão preventiva da mulher foi negada pela Justiça, porque ela, apesar de suspeita, tem contribuído com as investigações.

 

Ananias dos Santos fugiu há dois anos do Presídio Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé, durante o indulto de Páscoa. Segundo a polícia, a possibilidade de ele ter fugido para a cidade de Paraty, no Rio, também está sendo considerada, pois uma moradora o teria visto ao ser perguntada sobre o caminho para chegar no município fluminense, que é vizinho da região.

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