Projeções vão colorir Augusta a partir de hoje

3º Vídeo Guerrilha vai transformar fachadas de prédios da rua em telas para 100 artistas; público poderá participar das intervenções

Valéria França - O Estado de S.Paulo,

22 Novembro 2012 | 02h04

Começa hoje a terceira edição do Guerrilha Urbana, evento que transforma prédios em telas gigantes por meio de megaprojeções de imagens. Desde o primeiro ano (2010), ele é realizado na Rua Augusta, mas vem conquistando mais fachadas e participantes - pulou de 80 para 100 artistas.

Até sexta-feira, sempre das 20 horas às 3 horas, 13 prédios vão expor arte de rua. Na esquina da Rua Costa com a Augusta, os VJ Suave e Carmen Gil Vrolijk farão uma pichação virtual ao vivo. O desenho será criado em computadores e, na mesma hora, projetado na parede do edifício.

A técnica usada é a mesma que hoje se vê nas cenografias mais modernas de peças teatrais e megadesfiles. A imagem projetada transforma e dá mais vida ao espaço. Só que neste caso os equipamentos são especiais, ou seja, ainda mais potentes.

"Queremos transformar a cidade em um espaço aberto e digital", diz Alexis Anastasiou, idealizador do evento, que nos anos 1990 começou na profissão como VJ, em uma das casas noturnas da região. "A cena eletrônica, os clubes e a pichação mudaram o Baixo-Augusta, que antes era apenas uma região de prostituição. Por isso escolhi essa rua para ser o palco do evento, que no ano que vem deve crescer mais e chegar até a Praça Roosevelt."

Favela do Moinho. Cada prédio vai receber um tipo de trabalho diferente (veja mapa ao lado). Alguns edifícios receberão obras internacionais e premiadas, caso do número 1.276 da Rua Augusta. Ali, serão projetados os registros fotográficos do francês JR, que veio ao Brasil dar uma visão humanizada da Favela do Moinho, no centro de São Paulo. O trabalho Inside Out, vencedor do prêmio americano TED de 2011, já passou por 9 mil cidades.

O público vai se divertir com a interatividade. Nos estacionamentos dos números 921 e 941, a partir das 21h30, serão projetadas imagens enviadas pelo público em geral. "Criei um aplicativo no Facebook para as pessoas participarem", diz Rodrigo Machado, de 25 anos, que faz parte da equipe organizadora do evento. "Nesta edição, voltamos com o Agigantador de Pessoas, que foi um sucesso no ano passado", diz Alexis. O programa amplia a imagem de pessoas que passam na rua para a proporção do prédio.

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