Proibido rir da palhaçada!

Se a lei eleitoral proíbe o humor político no rádio e na TV em todo o território nacional, precisa ver como fica a situação do candidato que já é, por natureza, uma piada: humor involuntário pode?

tutty.vasques@estadao.com.br, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

Se a proibição de programas que "ridicularizem" candidatos for levada ao pé da letra, francamente, metade do material produzido para o horário reservado à propaganda política não passará pelo crivo da censura imposta aos veículos de radiodifusão.

Só se acrescentarem ao termo da lei um adendo ressalvando que fica garantido ao político em campanha o direito de se expor à vontade ao ridículo, desde que não tenha contratado nenhum humorista para tal.

Mais seguro para preservar a imagem de todos seria proibir logo de vez qualquer tipo de palhaçada na campanha política nas ondas do rádio e da TV. Tirando a bancada dos gaiatos de cena no horário gratuito, melhoram muito as chances de controle sobre o escárnio popular.

Mas nem por decreto pode-se obrigar o eleitor a levar a sério quem não faz a menor questão de sê-lo. Proibindo a piada, só vão conseguir tornar a campanha ainda mais chata do que promete.

Cara nova

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noite!

Ah bom!

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Concorrência acirrada

O vão do Masp e a Oca do Ibirapuera entraram na briga para ser a sede da festa de abertura na Copa de 2014 em SP. A mansão da Hebe e o novo templo do bispo Macedo continuam no páreo.

Agenda positiva

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Quem sabe, né?

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