Programa precisa melhorar, mas já foi um avanço

ANÁLISE: Luiz Célio Bottura

É ENGENHEIRO DE TRANSPORTES, EX-OMBUDSMAN DA CET PARA O PROGRAMA DE , PROTEÇÃO AO PEDESTRE, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2013 | 02h06

O mais importante mérito do Programa de Proteção ao Pedestre foi reduzir as mortes no trânsito. Não dá para dizer que a campanha "pegou", mas as pessoas já respeitam mais quem está a pé do que antes de a campanha existir. De uma maneira geral, acho que a campanha mudou sensivelmente o comportamento do motorista da cidade. Mas mudou o suficiente? Mudou o necessário? Ainda não.

Para que o programa dê certo, são necessárias três coisas: insistência, persistência e, em especial, multa. O pedestre tem de ser multado. É preciso ter coragem para regulamentar a lei que permite essa multa. Tem de ter a cultura e os instrumentos para fiscalização.

As obras públicas novas precisam ser dotadas de equipamentos que deem condições de travessia, com mais faixas de pedestre, mais semáforos para pedestres, enfim, elas têm de ter tudo feito corretamente.

A sociedade precisa ver ação por parte do governo, da autoridade pública. Não cabe só à sociedade. Cabe ao poder público também. Precisamos educar melhor os condutores e isso não significa só jogar a culpa nas autoescolas. Os exames precisam ser melhores e a fiscalização precisa ser intensificada.

Não gosto de ser pessimista. O programa tem muito a melhorar, mas já foi um avanço e precisa ser continuado.

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