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Programa Cidade Solidária arrecada doações para ajudar população vulnerável da cidade de São Paulo

População pode doar alimentos e kits de higiene; ação integra série de iniciativas da Prefeitura no combate ao coronavírus na capital paulista

Prefeitura de São Paulo, Media Lab Estadão
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29 de abril de 2020 | 18h15

A solidariedade dos paulistanos está em alta em tempos de luta contra a pandemia provocada pelo coronavírus. O Cidade Solidária, um programa que une a Prefeitura de São Paulo e entidades organizadas da sociedade civil, está focado na criação de uma grande rede de voluntariado para ajudar cidadãos em extrema vulnerabilidade.

O programa foi elaborado para enfrentar a situação de emergência e o estado de calamidade pública gerados pela pandemia do novo coronavírus. Muito mais do que uma ação pública, trata-se de uma ação em parceria com a sociedade civil e várias entidades que já faziam esse trabalho e que agora se unem a Prefeitura para atingir um número muito maior de pessoas que precisam de ajuda.

Os beneficiários serão idosos com mais de 60 anos, pessoas com deficiência e doenças pré-existentes, e famílias em vulnerabilidade com foco nas favelas e cortiços. 

Para colaborar, a população poderá doar cestas básicas e cestas de higiene e limpeza, que devem ser entregues em nove pontos de coleta, por meio de um sistema de drive-thru solidário – sem precisar sair do carro. Os voluntários retiram as doações do porta-malas.

É possível participar também doando qualquer valor em dinheiro para compras de mantimentos e ajudando como voluntário na organização das ações (veja mais informações no quadro acima).

Realização pessoal

A advogada Juliana Simões, 36 anos, é uma das voluntárias. Nascida em Porto Alegre, se mudou para São Paulo há um ano, e desde então buscava algum trabalho voluntário para relizar nas horas vagas. “Trabalho em home office para um escritório de advocacia, mas com a diminuição dos processos, na quarentena, tenho tempo livre. Vendo as notícias, pensei: 'sou jovem, saudável, não posso ficar de braços cruzados'”, conta ela.

Juliana se inscreveu no site da Cruz Vermelha, entidade que está listando os candidatos a voluntários e oferecendo treinamento para atuação no período, fez o workshop preparatório e, uma semana depois, já começou a colaborar. “Meu primeiro dia foi no posto de coleta da organização, um drive-thru na avenida Indianópolis, recebendo e organizando as doações, que depois seguem para a Prefeitura. Elas chegam misturadas, é preciso separar item por item: pasta de dente de um lado, água sanitária de outro etc”, explica.

Das 9 às 14h, conta a advogada, ela montou 94 sacolas com 20 kits de higiene em cada uma. “Ao sair de lá, a sensação é de amor. Em um momento em que não podemos abraçar, beijar, sentir esse espírito de solidariedade é emocionante”, comenta.

Investimento de R$ 1,5 bi

Outro programa voltado aos grupos mais vulneráveis da capital é o “Vidas no Centro”, que receberá parte do recurso de R$ 1,5 bilhão que será usado pelo poder municipal de forma emergencial no enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus.

O objetivo é minimizar o impacto da proliferação do coronavírus entre a população em situação de rua da região central. Desde o início de abril, eles têm acesso à estações instaladas nas praças da Sé e da República, além de mais cinco pontos estratégicos, onde é possível se higienizar corretamente das 7h às 19h.

As estruturas oferecem banho quente e higienização para as pessoas da região. A Prefeitura, em parceria com a Sabesp, também instalou no centro 11 pias para a lavagem das mãos.

Nas estações da República e Sé ainda é possível contar com o serviço de lavanderia, com duas máquinas de lavar roupas e duas secadoras. Os monitores supervisionam o uso dos equipamentos e dos produtos de limpeza.  O uso está limitado a dez quilos ou 14 peças por vez, com ciclos de uma hora cada.

Idosos e catadores de lixo

O funcionamento do Centro de Acolhida em caráter emergencial na região da Luz é outra iniciativa. O equipamento, destinado às pessoas com deficiência e idosos em situação de rua, tem 200 vagas. Os acolhidos têm acesso a refeições, banheiros e kits de higiene. Existem, no total, sete centros emergenciais em funcionamento na capital, com 594 vagas somadas.

Os catadores de recicláveis também estão sendo atendidos. A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) decidiu investir R$ 5,76 milhões para auxiliar na renda deles. As 900 famílias de 25 cooperativas habilitadas no programa socioambiental de coleta seletiva vão receber R$ 1,2 mil por mês durante três meses.

Os 1.400 catadores autônomos terão direito a R$ 600 pagos pela Prefeitura, que complementam os R$ 600 do governo federal. O trabalho das cooperativas está suspenso para proteção da saúde dos cooperados.

Hospitais de campanha

No setor da saúde, enquanto o distanciamento social colabora com a contenção dos números de casos da Covid-19, várias ações foram iniciadas. Hospitais municipais de campanha foram construídos no Pacaembu e no Anhembi de forma rápida e eficiente.

Com a decisão de construir os dois espaços, a capital chegará em maio, com 2.000 leitos em funcionamento.

Os locais estão recebendo doentes de baixa e média complexidade transferidos de outras unidades de saúde. Os hospitais municipais de campanha não são pontos de atendimento de portas abertas. Eles têm a função de desafogar as UTIs dos hospitais que tiverem casos mais complexos para cuidar.

Enquanto no Estádio Municipal do Pacaembu 200 pessoas são tratadas ao mesmo tempo, a capacidade no Complexo do Anhembi é de 1,2 mil atendimentos.

Outros 490 leitos de UTIs, com respiradores, foram criados nos hospitais já existentes. Tudo para que os paulistanos tenham acesso à saúde quando o pico da epidemia chegar, provavelmente em maio, segundo indica a comunidade científica.




 

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