Professora levará relíquia à beatificação de Nhá Chica

Beneficiária de milagre estará na cerimônia de beatificação de Nhá Chica

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2013 | 02h03

A beatificação de Nhá Chica será uma emoção especial para a professora Ana Lúcia Meirelles Leite, de 67 anos, a professora beneficiada pelo milagre obtido pela nova beata. "Vou levar a relíquia até o altar e entregar ao cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. É um pedacinho de osso de Nhá Chica, que será levado para o Vaticano", disse Ana Lúcia. Ela mora na cidade de Caxambu, a seis quilômetros de Baependi, onde será realizada a cerimônia.

Ana Lúcia foi vítima de isquemia cerebral em 18 de junho de 1995. Ela estava passando pano no chão de casa, quando, de repente, ficou cega. Foi tateando para o quarto, deitou-se na cama e mandou chamar o marido. Quando conseguiu se levantar, percebeu que estava enxergando e logo atribuiu a melhora a Nhá Chica, a quem tinha recorrido. Nhá Chica era, fazia tempo, a santa de sua devoção, bem antes de se falar em beatificação.

Uma ressonância magnética acusou a causa da isquemia, um defeito congênito no coração. "O sangue passava por um caminho errado e os médicos disseram que eu estava com uma hipertensão pulmonar muito alta", lembra Ana Lúcia. Novos exames e consultas em Varginha, Pouso Alegre, Belo Horizonte e São Paulo indicaram a necessidade de cirurgia urgente.

"Me ajude, Nhá Chica. Não quero operar o coração, mas seja feita a vontade de Deus." Assim Ana Lúcia recorreu à nova beata, quando a cirurgia foi marcada no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. A intervenção foi adiada por uma semana, porque a professora teve febre às vésperas do dia marcado. Ela continuou rezando e pedindo a ajuda de Nhá Chica. Na hora da operação, a equipe médica constatou que o problema cardíaco havia desaparecido. Ana Lúcia foi aplaudida por uma multidão quando voltou curada a Baependi. "Quase não aguentei, é gratificante demais, uma honra e uma bênção saber que sou um instrumento para Nhá Chica ir para o altar", diz Ana Lúcia. Sua cura foi a única reconhecida pela Igreja como milagre entre quase 20 mil casos registrados como graças alcançadas por intercessão da nova beata.

Fotos. Ontem, a professora depositou flores na urna da Igreja de Nossa Senhora da Conceição - ou Igreja de Nhá Chica, em Baependi - e posou para tirar fotografias com romeiros. / J.M.M.

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