Professora é acusada de agredir alunos em escola do interior de São Paulo

De acordo com relatos feitos à polícia, a docente, de 65 anos, teria dado beliscões e chineladas e puxado cabelo

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

28 Março 2014 | 18h03

SOROCABA - Uma professora de 65 anos é acusada de aplicar castigos corporais em alunos do ensino fundamental na Escola Municipal Maria Eli da Silva Camargo, em Tatuí, região de Sorocaba (SP). De acordo com relatos feitos à Polícia Civil, a professora agrediu com beliscões e puxou o cabelo de um aluno de 7 anos porque ele estava "fazendo bagunça" na sala de aula. Outro aluno, de 9 anos, relatou ter recebido chineladas para que tivesse "mais educação". A mãe de outra criança afirma que o filho levou um soco na cabeça e teve os cabelos puxados. Outros relatos indicam que a educadora ameaçava os estudantes com uma régua.

Os pais desconfiaram de que havia algo errado quando os filhos passaram a dizer que não queriam mais ir para a escola. A professora havia sido designada para o estabelecimento havia duas semanas. Quando tomaram conhecimento dos maus-tratos, as mães procuraram a direção do estabelecimento e, em seguida, a diretoria de ensino. Como a professora continuou dando aulas, as mães foram à polícia.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher, que já tomou os depoimentos dos estudantes e de seus pais. A professora deve ser ouvida no início da próxima semana.

A prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Educação abriu sindicância para apurar o caso assim que foi procurada pela mãe de um aluno supostamente agredido. A professora permanecerá afastada durante a investigação, inicialmente por meio de uma licença a que já tinha direito. Por precaução, o estudante foi transferido de sala.

Segundo a prefeitura, a partir de 2014 todas as escolas e creches da rede municipal terão câmeras que auxiliarão na segurança dos alunos e no controle e elucidação de possíveis incidentes. A professora foi procurada, mas familiares disseram que ela está abalada com a denúncia.

Um colega da educadora disse que ela é rígida com a disciplina, pois é "do tempo em que os professores eram respeitados na classe".

 

 

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