Professora baleada por aluno em escola recebe alta

Rosileide Queirós de Oliveira saiu do Hospital das Clínicas após duas cirurgias e agradeceu, em nota, apoio recebido

ELVIS PEREIRA, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h04

Uma semana após ser baleada em sala de aula na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, a professora Rosileide Queirós de Oliveira recebeu alta ontem. Ela deixou o Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital paulista, sem falar com a imprensa. Distribuiu somente uma carta na qual agradece o apoio recebido desde o dia em que foi alvejada pelo aluno D., de 10 anos, que se matou.

Rosileide, de 38 anos, passou por duas cirurgias. Uma foi realizada no Instituto Central para a remoção da bala do quadril. A outra ocorreu no Instituto de Ortopedia e Traumatologia, por conta da fratura que a professora sofreu no joelho esquerdo ao cair depois de ser atingida pelo tiro.

No fim da manhã de ontem, Rosileide enviou, por meio da assessoria do hospital, uma mensagem à imprensa. A professora agradeceu os policiais militares que a socorreram no dia da tragédia, os funcionários da escola e os do hospital. "Agradeço os alunos do Alcina e familiares pelo carinho e dedicação. Que Deus dê forças para todos nós", diz Rosileide, na carta.

A Polícia Civil adiou o depoimento da professora. A nova data não foi revelada. A delegada Lucy Mastelli Fernandes havia informado que ouviria Rosileide no hospital às 10h de ontem.

Também são aguardados os depoimentos de quatro colegas de classe de D., que devem conversar com a delegada na segunda-feira.

A polícia ainda não sabe o que levou o aluno a atirar. Em uma conversa com o irmão mais velho, G., de 16 anos, duas semanas antes de levar a arma do pai para a escola, D. perguntou: "Se eu morrer, você vai ficar triste?". O diálogo foi revelado por G. à delegada, anteontem. Na mesma conversa, D. disse também ao irmão mais velho que não tinha problema com nenhuma professora.

A delegada não descarta a possibilidade de o garoto ter atirado em Rosileide por influência de um colega. "Pode ser que um amigo tenha tido problema com a professora e ele tomou as dores." A hipótese de que a tragédia tenha sido uma brincadeira que deu errado também é investigada.

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