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Professor universitário é assassinado na zona norte de São Paulo

Docente do curso de Direito da FMU, Maurício Fucsek foi baleado em rua da Freguesia do Ó; a suspeita é de crime passional

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 08h16

Atualizada às 20h50

SÃO PAULO - O professor de Direito Maurício Fucsek, de 39 anos, foi assassinado, na manhã de quinta-feira, 8, na Freguesia do Ó, zona norte da capital paulista, quando fechava o portão de sua casa para ir trabalhar. Baleado por dois homens que o abordaram em um Fiesta branco, ele foi levado para o Pronto-Socorro da Vila Penteado, mas não resistiu. Segundo a polícia, a principal hipótese é de crime passional. 

Imagens de câmeras de segurança da rua obtidas pelos investigadores mostram que os criminosos saíram do carro, atiraram duas vezes no professor, correram de volta para o veículo e fugiram.

Um dos criminosos aparece com um capuz e o outro, com uma touca. A polícia tenta melhorar as imagens para identificar o rosto dos homens.

O caso foi registrado no 28.º DP (Freguesia do Ó) como homicídio consumado e será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Antônio Celso Berna, a mulher do professor, Shirley Borges Fucsek, prestou depoimento pela manhã e afirmou que seu ex-marido estava ameaçando o casal. A polícia não divulgou o nome do suspeito, que mora em Barueri, na região metropolitana. 

O ex-marido de Shirley foi chamado para prestar depoimento na tarde desta sexta, mas, segundo informações do 28.º DP, apenas seu advogado compareceu. Até as 20 horas desta sexta, ninguém havia sido preso.

Trajetória. Além de professor de Direito do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Fucsek era coordenador adjunto do curso. Em nota, o Diretório Acadêmico da Faculdade lamentou a perda do professor e destacou que, mais que um docente, ele era um amigo dos alunos.

No texto, o diretório relata a trajetória de Fucsek, que começou na faculdade como inspetor e auxiliar da secretaria antes de se formar em Direito e fazer mestrado.

Nas redes sociais, alunos pediam justiça. O estudante de Direito Victor Briotto afirmou, no Facebook, que o professor era “um cara de bem”.

O corpo do professor foi velado às 3 horas desta sexta, no Cemitério Parque do Jaraguá, na Rodovia Anhanguera, e enterrado em seguida no mesmo local. / COLABOROU MARCO ANTÔNIO CARVALHO

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