Professor inglês é preso por tentativa de estupro em SP

Menores teriam sido raptadas por David Andrew Hewitt e um comparsa e abusadas na periferia de Ipiguá

Chico Siqueira, do Estadão,

30 de julho de 2007 | 19h50

A polícia de Ipiguá, a 447 quilômetros de São Paulo, prendeu em flagrante o professor inglês David Andrew Hewitt, 47 anos, por tentativa de estupro e crime consumado de atentado violento ao pudor contra duas meninas, de 12 e 14 anos de idade. A polícia procura agora o comparsa de Hewitt, que o teria ajudado a pegar as duas meninas, à força, no bairro Solo Sagrado, periferia de São José do Rio Preto, a 10 quilômetros de Ipiguá.   Hewitt foi preso na sexta-feira, 27, depois de uma perseguição policial. Ele estava com as meninas num matagal, na periferia de Ipiguá, quando foi surpreendido pela Polícia Ambiental.   Sem conseguir esconder as meninas, ele fugiu, mas provocou alerta da PM de três cidades, que conseguiram detê-lo numa rua sem saída em Ipiguá. Ele disse aos PMs que fugiu porque estava com duas mulheres casadas, mas foi desmentido e reconhecido na delegacia pelas meninas, que depois de serem deixadas na beira de uma estrada durante a fuga, procuraram a polícia para denunciá-lo.   Elas disseram que foram colocadas à força no carro pelo professor e um desconhecido, que jogaram uma carteira no chão e quando abaixaram para pegar, foram agarradas por trás. O comparsa teria fugido, deixando as duas com Hewitt. Elas afirmaram que foram abusadas pelo inglês.   Segundo o delegado Amaury Scheffer Oliveira Júnior, no carro do acusado, a polícia encontrou a roupa rasgada de uma das meninas, uma máquina fotográfica e um tubo de vaselina. A máquina será periciada, pois, segundo as meninas, foi usada para fotografá-las nuas. Além disso, segundo Oliveira Júnior, exames de corpo de delito confirmaram que as meninas foram vítimas de violência. "Uma delas estava com escoriações pelo corpo; além disso, a roupa rasgada comprova que elas passaram por violência", disse.   Preso numa cela da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, o acusado apenas negou ter cometido os crimes e disse que só comentaria a respeito do assunto na Justiça.

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