Casal é preso por suspeita de pedofilia na Grande São Paulo

Vítimas eram dopadas com medicamento; imagens dos estupros das crianças foram enviadas à polícia

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 20h38

Professor de Física do Instituto Técnico de Barueri, na Grande São Paulo, Edmilson Farias foi preso nesta quinta-feira, 3, sob acusação de pedofilia. Ele é suspeito de abusar de meninas de 8 a 10 anos. A violência era filmada por sua namorada, Miriam, que também foi presa. O acusado, segundo a polícia, confessou os crimes. 

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Imagens dos estupros das crianças foram apreendidas pela Delegacia de Combate à Pedofilia, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia apurou o caso após um envelope marrom com um pendrive chegar à delegacia. Ele continha seis vídeos com imagens dos abusos - três contra crianças. Segundo a delegada Kelly Cristina Sacchetto de Andrade, as vítimas eram dopadas com o medicamento Dormonid, que ele misturava com leite e achocolatado. Comprimidos foram apreendidos. 

Além do pendrive, havia uma carta dizendo que Farias estaria cometendo o crime com a namorada. De acordo com o texto, uma das vítimas era parente de Miriam. No pendrive, também havia fotos com as meninas e imagens de pedofilia da internet. Ele nunca havia sido preso ou denunciado. Miriam é cuidadora de crianças. 

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O Setor de Atendimento de Crimes contra Infante, Idoso, Pessoa com Deficiência e Vítima de Tráfico Interno de Pessoas, da 16.ª Vara Criminal de São Paulo, decretou a prisão dos dois. Até a noite desta quinta, cinco vítimas haviam sido localizadas, entre as quais uma sobrinha de 30 anos, que teria sido abusada quando tinha 8. É por isso que a polícia acredita que o acusado pode ter atacado outras vítimas. Duas das cinco vítimas devem ser ouvidas nesta sexta-feira pelo DHPP.

Uma vítima conta que foi levada à casa do suspeito, que colocou um filme. Depois, relata dormir e só acordar no dia seguinte, sem saber o que houve. A polícia aprendeu os telefones celulares dos acusados e computadores para tentar encontrar novas imagens dos abusos contra as crianças.

O Estado não localizou advogados dos suspeitos nesta quinta. Em nota, a Fundação Instituto de Educação de Barueri, à qual o instituto está vinculado, informou que instaurou processo administrativo interno e o afastou.

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