Produtora saiu do prédio uma hora antes

Coordenadora de produtora de cinema tinha encerrado expediente antes de edifício cair

O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2012 | 03h01

A coordenadora de projetos Júlia Motta, de 30 anos, saiu da empresa em que trabalha uma hora antes de o prédio vir abaixo. Ela trabalha há cerca de cinco meses em uma produtora de cinema que ocupava dois dos dez andares do Edifício Colombo - um dos que caíram, o mais próximo ao Theatro Municipal. A impressão, diz Júlia, é que o Edifício Liberdade caiu sobre o Colombo, mais baixo.

Júlia ia a uma festa de aniversário quando recebeu uma ligação e ficou sabendo da tragédia. Resolveu voltar depois do expediente. Ela pegou o metrô e desceu na Estação Cinelândia - a mais próxima do local - pouco antes de a operação ser suspensa, por volta das 21 horas. A saída da estação já estava cheia de poeira e fumaça cinza. Dava para sentir o cheiro, conta ela.

"É muito triste. A primeira preocupação era saber se foi ferida alguma das pessoas que trabalham comigo, quem estava lá", disse Júlia. "Dos males o menor, agora é reconstruir tudo de novo."

O zelador do prédio, de nome Marcelo, foi levado com ferimentos ao Hospital Municipal Souza Aguiar, também no centro da cidade. Segundo Júlia, é possível que ele fosse a única pessoa dentro do Colombo, pois o horário de fechamento comercial do condomínio é 20 horas.

Um pouco antes disso, o zelador passava de andar em andar checando se ainda havia alguém nas salas. Até a noite de ontem, Júlia não tinha notícias sobre o estado de saúde de Marcelo. No edifício, além de uma agência bancária do Itaú, havia escritórios de estudos geográficos, um cursinho preparatório para concursos públicos e consultórios de odontologia. / F.F.

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