Procuradoria analisará medidas contra AES Eletropaulo, diz Alckmin

Na quinta, governador afirmou que empresa 'não tem condições mínimas de atendimento rápido'

Álvaro Campos, Agência Estado

10 de junho de 2011 | 17h39

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 10, que solicitou à Procuradoria Geral do Estado que analise quais medidas podem ser tomadas em relação à concessionária AES Eletropaulo, que distribui energia elétrica para 6,1 milhões de unidades consumidoras em 24 cidades paulistas. Na quinta, Alckmin já havia dito que "a concessionária não tem condições mínimas de atendimento rápido ao usuário", após diversos bairros da capital ficarem quase 48 horas sem luz, devido ao vendaval no começo da semana.

 

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O governador disse que vai solicitar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um órgão federal, que amplie a fiscalização sobre a concessionária. "É preciso cobrar da concessionária melhor qualidade de serviço. A gente sabe que vai ter vento, tempestade, chuva. Tem coisas que são inevitáveis, mas há outras que, com investimento, você evita", argumentou Alckmin.

Em outra frente, o governador informou que a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) vai exigir mais investimentos da AES Eletropaulo. "Vamos cobrar mais equipes na rua, para restabelecer de forma mais rápida a volta da energia elétrica, e fazer prevenção e investimento". Além disso, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) vai tomar todas as providências para proteger o consumidor. A concessionária é obrigada a ressarcir o consumidor que teve prejuízos em no máximo 45 dias.

Alckmin citou ainda uma pendência da época da privatização da Cesp, cuja parte dos ativos foi adquirida pela AES. "No contrato de privatização ela (AES) tinha dez anos para agregar 400 megawatts de energia. Isso venceu em 2007. Estamos em 2011 e não agregou um megawatt. Agora diz que comprou um terreno em Canas (SP) para construir uma termelétrica para 2015. E o contrato previa 2007. A Procuradoria vai verificar os caminhos jurídicos que o Estado deve tomar para proteger o interesse público", concluiu.

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