PAULO LIEBERT/ESTADÃO
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Procuradora deixa presidência da Fundação Casa após 12 anos

Berenice Giannella ocupava o cargo, responsável pela administração das 145 unidades socioeducativas, desde junho de 2005. Secretário de Justiça comanda a Fundação por tempo indeterminado

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 20h40

SÃO PAULO - A procuradora do Estado Berenice Maria Giannella deixou a presidência da Fundação Casa, responsável pela administração das unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei, após 12 anos no cargo. De acordo com a Secretaria da Justiça do Estado, ela teria optado pelo desligamento após o término do seu mandato, que poderia ser renovado. O governo elogiou a servidora, mas não apontou novos nomes estudados para assumir o posto, que, por tempo indeterminado, fica sob responsabilidade do secretário de Justiça, o ex-procurador-geral de Justiça Márcio Elias Rosa.

+ Acervo - 5 de junho de 2005: "Procuradora vai presidir a Febem"

Em nota, o governo do Estado classificou como “exitosa” a gestão, destacando as “inegáveis conquistas no trabalho de socioeducação e de estruturação da Fundação”, dizendo ainda que dará continuidade a todas as ações em curso. Giannella, que havia sido secretária-adjunta de Administração Penitenciária antes de assumir o cargo, sucedeu o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no cargo. 

Coube à Giannella realizar a transição da antiga Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem) para a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa). A mudança ocorreu em dezembro de 2006 em meio a uma realidade de constantes fugas e rebeliões nas unidades socioeducativas. 

Nesta quinta-feira, 6, ao Estado, o secretário Márcio Elias Rosa disse não ter havido “trauma” na mudança. “Foi uma gestão absolutamente exitosa, de grandes resultados, e com uma política eficiente de atenção aos adolescentes, com grande capacidade de inovação”, disse. Ele disse que responderá pela fundação por tempo indeterminado e preferiu não comentar nomes estudados para assumir o posto, o que disse ser definição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Rosa disse que deverá ser levado adiante a política de descentralização das unidades da Fundação. “Hoje, há 145 unidades em diferentes regiões do Estado. Não há superlotação e, com isso, há melhor possibilidade de boa gestão”, disse. 

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