Procissão do crack: juiz manda recalcular multa

Para magistrado, atual pedido de R$ 200 mil para cada abordagem da PM está dissociado da realidade econômica

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h04

A Justiça mandou o Ministério Público fazer uma emenda no pedido de liminar que pede a proibição das chamadas "procissões do crack". O pedido prevê multa de R$ 200 mil para cada vez que a polícia mandar usuários de droga circularem.

O valor foi considerado pelo juiz Emílio Migliano Neto "meramente simbólico e está completamente divorciado do conteúdo econômico da demanda". Por isso, foi estipulado prazo de dez dias a contar do dia 23 para que o MP refaça as contas. A ação civil pública movida pelos promotores pede indenização do Estado de R$ 40 milhões por danos morais coletivos.

A Promotoria aposta na obtenção da liminar para minar a operação do governo na região central da cidade, já que as procissões do crack foram a principal tática usada por policiais militares. Sem esse recurso, cada vez que virem os usuários consumindo a droga, os PMs teriam de levar os viciados para a delegacia e autuá-los por crime de menor potencial ofensivo.

Expansão. O governo pretende expandir a operação para mais dois pontos: a Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, e o Glicério, no centro. A informação foi dada pela secretária estadual de Justiça, Eloisa Arruda.

O MP considera a ação um "fracasso completo". Segundo os promotores, a operação não conseguiu quebrar a logística do crack nem tirar dependentes do vício. / ARTUR RODRIGUES

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