Problemas dividem moradores

Não há só moradores revoltados com a Construtora Bueno Netto por causa dos estragos nas casas da Rua Iraci. Parte dos donos de imóveis da rua vê na empresa disposição em resolver o assunto e compreende a justificativa de falta de mão de obra para os atrasos nos consertos.

O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2012 | 03h02

O Estado conversou na tarde de sexta-feira com cinco dos 33 donos de imóveis afetados por rachaduras e outros danos na rua. Dois deles, que concordaram em dar entrevista desde que seus nomes não fossem publicados, dizem preferir esperar a empresa agir e não têm planos de entrar na Justiça.

Esses dois moradores foram apresentados à reportagem pela assessoria de imprensa da Bueno Netto e pelo engenheiro destacado pela empresa após o jornal pedir explicações sobre o caso. Um deles - dono de uma das casas mais danificadas em que a reportagem entrou, mas que não permitiu fotos do imóvel - afirma que o importante é que os serviços estão sendo feitos nas residências vizinhas. Ele, que por enquanto não mora no imóvel, diz esperar que sua casa esteja reformada até o fim do ano. "Eu tinha acabado de comprar a casa. Achei que tinha sido enganado. Foi quando o vigia da rua me disse que as outras casas estavam assim também", disse. Por ter pessoas conhecidas na Bueno Netto, foi ele quem intermediou o contato entre a empresa e os moradores.

A outra moradora vive em uma das casas com a mãe. As rachaduras abertas na casa já foram reparadas e os serviços restantes, no piso e nas fundações, devem começar até o mês que vem. "Temos de tentar resolver tudo sem confronto. Por enquanto, está dando certo", diz a moradora. / B. R.

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