Problema do Rio agora é ''excesso'' de prisões

O ritmo acelerado das prisões após as ocupações dos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, preocupa as autoridades. O motivo é a superlotação das carceragens da Polícia Civil. Até o dia 2, pelo menos 145 pessoas tinham sido presas.

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2010 | 00h00

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) alerta que as carceragens da Divisão de Capturas da Polícia do Rio (Polinter) estão superlotadas. "A Polícia Civil abriga em suas carceragens 4 mil presos, alguns em locais sem água potável nem luz natural. O governo do Estado não constrói casa de custódia, mas, paradoxalmente, o discurso é de ocupar território e capturar criminosos", disse o deputado.

Ele já integrou o Conselho Comunitário da Pastoral Carcerária e inspirou o personagem que negocia com presos no filme Tropa de Elite 2.

Procurado, o coordenador do Sistema de Controle de Presos da Polinter, delegado Clei Catão, não se manifestou.

Prisões. Ontem, a Polícia Civil prendeu Tiago Augusto dos Santos Igreja, o Tiaguinho do Complexo, acusado de lavar dinheiro do traficante Fabiano Atanázio, o FB. Ele foi detido em sua cobertura, em um condomínio de classe média em Vargem Grande. O acusado tinha passagens na polícia por sequestro e receptação de carros roubados.

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas prenderam na Vila Cruzeiro um cabo da Marinha acusado de ser ligado a traficantes do Morro do Cajueiro. O nome não foi revelado. André Carvalho da Silva, de 31 anos, que estava foragido da Vila Cruzeiro, foi identificado e preso em um táxi na Avenida Brasil. O taxista também foi preso.

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