Principal ligação com o Sul, Régis terá problemas até 2012

A partir de dezembro até o carnaval, trânsito aumenta em 40% e congestionamento é inevitável

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

04 de novembro de 2008 | 01h25

Os motoristas continuarão a enfrentar congestionamentos na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), principal ligação entre São Paulo e a região Sul do País, até 2012. É quanto vence o prazo para que a concessionária Autopista Régis Bittencourt realize a duplicação dos 30,5 km da Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu. O trecho, o único em pista simples ao longo dos 404 km que separam a capital paulista de Curitiba, funciona como um grande gargalo. O afunilamento começa no Km 336,7 e vai até o 367,2.  A partir do início de dezembro e até o carnaval, o tráfego na rodovia, que é de 35 mil veículos dia, aumenta até 40% e os congestionamentos são inevitáveis. No ponto em que a pista afunila, formam-se filas e a lentidão chega a atingir 90 km.  A Autopista, do grupo espanhol OHL, assumiu a concessão em fevereiro deste ano e já constrói quatro das cinco praças de pedágio do trecho paulista - a última, perto da divisa com o Paraná, depende ainda de licença ambiental. Na época da concessão, a tarifa foi fixada em R$ 1,364 em cada pedágio. A concessionária informou ter feito melhorias na Serra do Cafezal para reduzir congestionamentos. A faixa adicional foi recuperada, as pontes tiveram as proteções laterais refeitas e o asfalto foi recuperado. Desde 15 de agosto, quando iniciou a operação de atendimento aos usuários com socorro médico, guinchos, inspeção de tráfego, caminhões de combate a incêndio, apreensão de animais e 0800, equipes operacionais atuam na agilização de soluções das ocorrências que possam prejudicar o fluxo. A duplicação da serra tem prazo de entrega até o final do quarto ano de concessão e depende de licenciamento ambiental. A serra é coberta pela Mata Atlântica, mas até os ambientalistas levam em conta a necessidade da duplicação para reduzir o alto índice de acidentes, desde que na concretização da obra sejam reduzidos os impactos.  A Régis tem outros pontos críticos, como o Serra do Azeite, em Barra do Turvo, sujeita à queda de barreiras, a passagem pela área urbana de Registro, as alças de acesso a Juquiá e à ligação com Iguape. A concessionária prepara projetos para melhorar o fluxo dos veículos.

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