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Primeiro casarão da avenida tinha até torre

Em 1895, quatro anos após sua abertura, a Avenida Paulista ganhava seu primeiro casarão. Trata-se da casa do empresário dinamarquês Adam Ditrik von Bülow (1840-1923), um dos acionistas da fábrica de bebidas Companhia Antarctica Paulista.

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2011 | 03h02

O projeto arquitetônico foi assinado pelo alemão Augusto Fried, "a quem devemos magníficas residências na fase pioneira da Paulista, sendo esta a mais destacada", conforme pontua o arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), no livro Álbum Iconográfico da Avenida Paulista (Editora Ex Libris, 1987). "Era uma residência monumental, merecedora da sua designação de mansão", prossegue Toledo. "Ficava entre as Alamedas Campinas e Eugênio de Lima e, por muitos anos, terá sido o ponto mais alto da avenida."

Por causa da altura, sua torre era requisitada por observadores e fotógrafos da São Paulo antiga - dali foram produzidas imagens históricas do início da avenida.

Formado em Direito, Büllow tinha 25 anos quando se mudou para o Brasil. Além da atuação na indústria de bebidas, também fundou uma empresa de importação e exportação - vendia café e comprava lúpulo, cevada e equipamentos. Ainda exerceu a função de vice-cônsul da Dinamarca no Brasil.

Hoje o endereço é ocupado pelo Edifício Pauliceia, que saiu das pranchetas dos arquitetos Jacques Pilon e Gian Carlo Gasperini e foi construído entre 1956 e 1959. Tombado no ano passado pelo Condephaat, órgão estadual de preservação, o prédio residencial é considerado exemplo da arquitetura moderna paulista.

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