Google Maps / Reprodução
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Primeira morte por leishmaniose no Estado é confirmada em Dracena

O tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas os medicamentos não chegam a eliminar totalmente o parasita; entenda o que é a doença

José Maria Tomazela  , O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 09h00

SOROCABA – A Secretaria de Saúde de Dracena, no oeste paulista, confirmou nesta quinta-feira, 6, a primeira morte por leishmaniose em humanos, este ano, no Estado de São Paulo. A vítima, uma mulher de 60 anos, estava internada na Santa Casa da cidade com sintomas da doença, principalmente a perda de peso e anemia. A doença, causada por um protozoário, é transmitida pelo mosquito-palha, após picar cachorros ou outros animais contaminados.

A prefeitura informou que fará uma investigação na tentativa de encontrar animais infectados num raio de 100 metros da casa onde a vítima residia, no Jardim Jussara. Doença infecciosa sistêmica, a leishmaniose é caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso e da força muscular, fraqueza e anemia. O tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas os medicamentos não chegam a eliminar totalmente o parasita. No caso dos cães infectados, é recomendada a eutanásia.

No ano passado, o Estado de São Paulo registrou 85 casos de leishmaniose, com 10 óbitos. Três mortes aconteceram em Araçatuba; as outras em Votuporanga, Neves Paulista, Presidente Venceslau, Marília, Tupã, Bauru e Castilho. Em 2018, tinham sido confirmados 106 casos, com o mesmo número de mortes.

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