Primavera começa hoje, mais chuvosa

Segundo meteorologistas, temperaturas vão variar mais neste ano e há riscos de enchentes

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2012 | 03h02

A primavera começa hoje, às 11h49, e, depois de um inverno atípico, com chuvas no início e no fim da estação e recordes de temperatura, o que se pode prever para os próximos três meses são chuvas um pouco mais intensas e temperaturas dentro da média.

Normalmente, a estação é marcada pela transição entre o inverno seco e frio e o verão quente e úmido. "É como se a atmosfera começasse a se ajustar", diz o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo. "Apesar de o primeiro fim de semana ser marcado por céu nublado, chuva e friozinho, isso não vai acontecer a primavera inteira. Teremos dias intercalados de tempo seco com dias chuvosos."

Para a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Neide Oliveira, o mês de setembro já tem características de primavera. "É um mês com amplitude térmica grande, pois começa frio e termina com temperaturas altas", afirma Neide. Mas ela avisa: "Daqui um mês, tudo pode mudar".

Tatiane Martins, meteorologista da Somar Meteorologia, diz que o aquecimento das águas do Pacífico, conhecido como El Niño, está acontecendo, mas está fraco. "As chuvas de verão serão mais precoces neste ano por causa do fenômeno." Segundo Tatiana, as precipitações serão 10% acima da média durante a primavera.

A quantidade maior de chuvas traz o alerta para um número maior de enchentes e alagamentos. "Se normalmente já há riscos de enchentes, se chover um pouco mais, a situação piora. E as chuvas de verão, pancadas fortes e inesperadas no fim da tarde, são especialmente piores para os alagamentos", diz o meteorologista Michael Pantera, do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo.

Interior. Na tarde de ontem, milhares de casas nas regiões de Ribeirão Preto, Franca, Barretos, São Joaquim da Barra e São José do Rio Preto tiveram queda de energia por causa do temporal que atingiu o interior paulista. É o segundo problema de fornecimento em menos de 24 horas. Segundo a CPFL Paulista, ventos fortes derrubaram árvores sobre a rede de transmissão. Por causa do problema, os consumidores congestionaram as linhas telefônicas da empresa.

Em algumas cidades, como Franca, a falta de energia prejudicou o fornecimento de água. Na mesma cidade, as aulas do período noturno também foram prejudicadas e houve o registro de destelhamentos de casas e quedas de árvores. / COLABOROU RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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