'Pretendo viver até os 110 anos'

Aos 87 anos, o general reformado e mais antigo ex-comandante vivo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Francisco Batista Torres de Melo avisa que quer viver mais de 100 anos. "Estou muito bem. Minha mãe morreu aos 101, pretendo viver até os 110", diz.

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h02

Pois ele já dedicou mais da metade da vida à carreira militar. Antes de entrar na corporação paulista, onde ficou de 1974 a 1977, o oficial do Exército já havia passado pela PM do Piauí, de 1963 a 1967. Isso rendeu a ele o apelido de "Piauí 5.0" - à época, estava no ar o seriado policial Hawaii 5.0. Próximo do então secretário da Segurança Pública Erasmo Dias, Torres de Melo participou da ocupação do câmpus da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), em 1977. Figura polêmica da ditadura, ele costumava premiar os PMs que se envolviam em ocorrências com morte.

Em Fortaleza, sua terra natal, onde vive hoje, teve uma breve carreira política: concorreu à prefeitura, em 1988, e conseguiu se eleger vereador, em 1995. Hoje, coordena o Grupo Guararapes, em que reúne antigos colegas de caserna para discutir a conjuntura política nacional. Tem 6 filhos, 14 netos, 8 bisnetos e a sensação de dever cumprido. "Produzi muito pelo meu País."

Só reclama quando o assunto é o pouco caso com que a sociedade trata os idosos. "O Brasil acha que quem resolve tudo é o novo", diz.

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