Pressão por cargos é mais forte dentro do próprio partido

Bastidores: D.Z. e A.F.

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2012 | 02h05

A pressão vem do próprio PT. Hoje, são os petistas que formam a fila do segundo escalão. Vereadores que não conseguiram se reeleger já articulam a indicação com entidades, sindicatos e demais representantes da sociedade civil. Mesmo sem passar pelo aval das urnas, um subprefeito tem visibilidade e salário alto, de R$ 19.294,10 mensais.

Entre as funções que exerce está a fiscalização do uso e ocupação do solo em sua região. Não é pouco poder. Na zona oeste, o subprefeito de Pinheiros, por exemplo, é quem verifica se os bares da Vila Madalena cumprem a Lei do Silêncio. Na Mooca, zona leste, fiscaliza todo o comércio popular do Brás e de parte da Rua 25 de Março.

Mas a cobiça maior está na periferia, onde o subprefeito pode pleitear verbas para a realização de obras que garantam os votos na próxima eleição. Durante a gestão Marta Suplicy (PT), o então vereador em primeiro mandato Antonio Carlos Rodrigues (PR) comandava a Subprefeitura do Campo Limpo, na zona sul. Hoje, é senador.

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