Presos três acusados de extorquir o padre Júlio Lancellotti

Anderson Marcos Batista, sua namorada e seu irmão estavam num apartamento no centro de São Paulo

27 de outubro de 2007 | 00h59

Foram presos na noite desta sexta-feira, 27, três acusados de extorquir o padre Júlio Lancellotti. O ex-interno da Febem (hoje Fundação Casa), Anderson Marcos Batista, sua namorada, Conceição Eleutério, de 44 anos, além de Evandro Guimarães, irmão de Everson dos Santos Guimarães, estavam em um apartamento no centro de São Paulo. Os três foram encaminhados para Delegacia do bairro do Belém (81º DP), na zona leste. Durante a madrugada devem prestar depoimento.  Veja também: Vizinho cita mais 4 em esquema contra padre 'O padre Júlio está sendo injusto comigo' Funcionária da Casa Vida defende padre Júlio de acusações Polícia abre inquérito para investigar padre Júlio Lancellotti Desde agosto a polícia estava à procura desses criminosos. Uma outra pessoa - Everson dos Santos Guimarães - já havia sido presa acusada de extorsão contra o religioso.  Extorsão  Conhecido por seu trabalho de assistência a menores infratores e por dirigir a Casa Vida, de apoio a crianças com Aids, o padre Júlio Lancellotti denunciou a polícia que foi vítima de chantagem durante três anos por um grupo liderado pelo ex-interno da Febem. Nesse período, ele teria dado cerca de R$ 80 mil aos chantagistas. Foram R$ 30 mil só de entrada de uma Pajero, pagos à vista na concessionária André Ribeiro, no Shopping Aricanduva. A prestação é de R$ 2.012,92.  Segundo o padre, o grupo fazia ameaças de morte a ele e também que denunciaria abusos sexuais a menores. Uma ex-funcionária da Casa Vida, chegou a denunciá-lo, afirmando ter presenciado uma ato de abuso do padre com uma criança. O telefone do padre foi grampeado, mas em nenhuma gravação os criminosos fizeram ameaças abertamente. O religioso nega as acusações e diz que deu o dinheiro por acreditar na recuperação dos chantagistas.  Como ex-funcionário da Febem, o padre tem vencimentos de R$ 2.330. Recebe ainda ajuda de custo mensal de R$ 1 mil da Paróquia São Miguel Arcanjo, e também R$ 1 mil da Casa Vida. Eventualmente recebe doações por casamentos e serviços religiosos.  A extorsão, porém, terminou no último dia 6 de setembro, quando Everson dos Santos Guimarães foi preso em flagrante após receber R$ 2 mil do religioso.

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