Presos suspeitos de matar policial em lan house em SP

Crime aconteceu na quarta-feria no bairro do Jaçanã; após a prisão de três, polícia procura mais um envolvido

Daniela Canto, Central de Notícias

27 Fevereiro 2009 | 04h05

Três homens, entre eles um adolescente de 17 anos, foram presos na noite desta quinta-feira, 28, acusados de participarem do assassinato do policial civil Agenor Donizete Ferreira, 42, durante um assalto na lan house da sua mãe, no Jaçanã, zona norte de São Paulo, na noite da última quarta-feira. Um quarto acusado, identificado como Fernando Henrique Matayosi Lopo, de 21 anos - que tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e porte ilegal de armas - permanece foragido.   Os três homens foram presos por investigadores do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de Guarulhos nas suas respectivas residências, todas no Jardim Palmira. Os policiais chegaram aos suspeitos por meio de denúncias anônimas e de investigação. As imagens gravadas pelo circuito interno de câmeras da lan house também auxiliaram, de acordo com delegado do Garra, Douglas Dias Torres. "Foi um fator importante que ajudou no trabalho investigativo", explicou.   Bruno Thiago Gabriel da Silva, 18, foi o primeiro a ser preso. Segundo Torres, ele indicou o nome de Lopo como um dos participantes do crime. Os investigadores estiveram na casa de Lopo, mas ele não foi localizado.   O terceiro a ser encontrado foi o adolescente de 17 anos, que, segundo o delegado, assumiu a autoria do disparo que matou o policial. Ainda conforme Torres, uma testemunha reconheceu o menor como a pessoa que atirou. O adolescente indicou o Cemitério do Tremembé como o local onde a arma usada no crime, um revólver calibre 38, estava escondida. Em buscas pelo cemitério, a polícia encontrou o revólver, que tinha uma cápsula deflagrada e a numeração raspada. Pouco depois, os investigadores do Garra prenderam Igor Pereira Martins, de 21 anos.   A mãe de Martins tentou impedir a entrada dos policiais na residência e foi detida por desacato e resistência, mas responderá aos crimes em liberdade, conforme o delegado do Garra. Os acusados responderão por roubo, homicídio, formação de quadrilha e corrupção de menores.   O assalto aconteceu por volta das 23 horas da quarta-feira, 25. Segundo as informações apuradas pela polícia, dois homens entraram na lan house e um deles começou a preencher um cadastro. Depois, os outros integrantes da quadrilha chegaram ao local e anunciaram o assalto. Os criminosos roubaram celulares de clientes e dinheiro do caixa da lan house.   No momento em que os bandidos desligavam os computadores, o policial teria tentado reagir, mas acabou baleado na cabeça. Uma Kombi levaria as máquinas embora, mas a quadrilha acabou deixando os equipamentos no local. O veículo ainda não foi localizado pela polícia.   Ferreira foi socorrido ao Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele trabalhava no Garra há quase cinco anos e há um ano atuava no cargo de encarregado do Grupo Especial de Motociclistas. Segundo colegas, Ferreira era separado e tinha dois filhos.   (Colaboraram Paulo Maciel e Ricardo Valota)

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