Presos são executados em penitenciária no interior de São Paulo

Corpos foram achados na área externa do presídio em Mirandópolis; suspeita é de que tenha sido usada pistola com silenciador

Chico Siqueira, Especial para O Estado

14 Novembro 2014 | 18h08

ARAÇATUBA - A Polícia Civil apura a execução de dois detentos da Penitenciária Nestor Canoa (P1), de Mirandópolis (SP). Os corpos de Vanderlei Lima de Oliveira, o Delei, de 47 anos, e de Eduardo Francisco da Silva, o Cowboy, de 27, que cumpriam pena no anexo de semiaberto da P1, foram encontrados do lado de fora do presídio, mas dentro da área externa do complexo.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), os dois foram executados por 13 tiros (Oliveira recebeu seis e Silva, sete) quando trabalhavam na criação de porcos e bovinos. Os agentes que faziam a escolta dos presos encontraram os corpos próximos de uma mata. Silva cumpria seis anos por receptação e corrupção ativa, enquanto Oliveira estava condenado a 18 anos por estupro, atentado violento ao pudor, assalto e furto. Ambos tinham chegado no início do ano ao anexo. 

O delegado Gener Vieira Faria, disse que as diligências a campo ainda não descobriram pistas dos autores, mas que não poderia falar sobre o assunto para não atrapalhar as investigações. O delegado disse que pretende ouvir na segunda-feira os agentes que acompanhavam o grupo que trabalhava na área externa do presídio. A suspeita da polícia é de que os dois detentos tenham sido assassinados por tiros de pistola com silenciador, uma vez que cápsulas de pistola .380 foram encontradas no local.

Além do inquérito instaurado na delegacia de Mirandópolis, um procedimento administrativo foi aberto pela Corregedoria da SAP para investigar as mortes.

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