Presos rebelam-se e destroem parte da cadeia de Franca

A rebelião começou com uma tentativa de fuga, durante o jantar, quando a comida era entregue

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

05 de março de 2008 | 14h33

Presos da Cadeia da Guanabara, em Franca, na região de Ribeirão Preto, rebelaram-se na noite de terça-feira, 4 - até o início da madrugada de quarta-feira, 5 - e destruíram parte do prédio. Eles fizeram refém o carcereiro Simei de Moraes Brião por cerca de cinco horas. O delegado seccional de Franca, Mauri de Camargo Segui, quer transferir pelo menos 200 dos 475 detentos (a capacidade do local é para 216 presos). Uma sindicância interna foi aberta para apurar o caso e também se houve negligência de funcionários ou policiais, pois um revólver e telefones celulares já estavam dentro da cadeia e foram usados no motim. Reformas elétrica e hidráulica serão realizadas no prédio.   A rebelião começou com uma tentativa de fuga, durante o jantar, quando a comida era entregue. Os presos já tinham um revólver calibre 38 e renderam o carcereiro Brião, que, numa reação, conseguiu derrubar a arma fora das celas. Brião ficou em poder dos detentos, que atearam fogo nos colchões e depredaram parte do prédio. Bombas de efeito moral foram utilizadas pela polícia. Os bombeiros foram acionados para conter o fogo na cadeia. A advogada Ariane dos Anjos, que tem um cliente no prédio e negociou o fim de um tumulto em Pitangueiras, em fevereiro, foi acionada e a rendição ocorreu. O carcereiro não sofreu ferimentos. quarta-feira, 5, foi realizada uma revista na cadeia.  

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