Preso último acusado pela morte de estudante em Santo André

Alex dos Santos Martins, de 19 anos, foi preso no momento em que chegava à favela Sacadura Cabral

AE

24 de dezembro de 2007 | 05h14

Foi preso, por volta das 21h de domingo, em Santo André, Alex dos Santos Martins, de 19 anos, o último acusado de participação no assassinato de um estudante naquele município, durante um assalto, em agosto deste ano. Seria dele o revólver calibre 38 usado na morte de Renato Inácio Árias, 23 anos, em frente à Fundação Santo André, no bairro Príncipe de Gales.   Alex, que responde a processos por roubo e lesão corporal, foi preso por policiais militares do Tático Móvel do 10º Batalhão no momento em que chegava, em uma Honda Twister amarela, à favela Sacadura Cabral, localizada no bairro de mesmo nome, na Avenida Prestes Maia.   "Fazíamos patrulhamento pela região quando abordamos o rapaz. Ele fugiu para o interior da favela e acabou caindo da moto ao lado da nossa viatura", relatou o segundo-tenente PM Razuk Maluf.   Segundo os policiais militares que realizaram a prisão, não foram encontradas armas nem drogas com Alex. "Ele mora em Suzano e teria vindo para cá para recolher dinheiro de tráfico de drogas", acrescentou o policial militar. Segundo ainda a PM, o rapaz afirmou aos policiais antes de ser encaminhado à delegacia que chega a ganhar R$ 7 mil por semana coordenando o tráfico na Sacadura Cabral e em uma favela na zona Sul de SP.   Renato Inácio Árias foi morto com um tiro na cabeça, em seu Fiat Palio, na noite do dia 25 de agosto deste ano após sair da Fundação Santo André, onde cursava o 2º ano de Administração de Empresas. Renato, que no dia do crime seguia para casa, em Diadema, cidade da mesma região, trabalhava como ferramenteiro na Mercedes-Benz.   Eram 20h quando ele saía da Fundação. Ao ser abordado em um semáforo, o rapaz teria levado uma das mãos à cintura, o que levou os bandidos a pensarem que ele fosse sacar uma arma. Segundo a polícia, o adolescente só fugiu após ter a certeza de que havia matado Árias. Depois do crime, Martins e o adolescente correram para uma padaria próxima da alça que interliga a Avenida Prestes Maia e o Viaduto Luís Meira, local da morte.   Os dois primeiros acusados pelo crime foram presos dias depois: Maicon Araujo Fernandes, 18 anos, que teria feito a segurança dos ladrões, e um adolescente de 17 anos, que teria matado o estudante.   A polícia estava atrás ainda de Alex, apontado como o mentor intelectual do grupo. Fernandes foi preso quando a polícia fazia campana para tentar capturar Martins em frente à sua casa, no Jardim Bom Pastor, Santo André. Ele negou participação no crime, mas entregou os comparsas. Os assaltantes disseram à polícia que o objetivo não era levar o carro do estudante e os objetos pessoais que ele levava, como carteira, celular e relógio.   Em maio - três meses antes do assassinato de Renato - a polícia já havia pedido a prisão temporária de Alex, mas, por um entrave na lei, a Justiça não concedeu o pedido. Alex chegou a ser detido, mas foi liberado para responder, em liberdade, por ter atirado contra o ajudante-geral de 19 anos. Internado no Centro Hospitalar de Santo André, o ajudante reconheceu Martins.   O delegado que estava de plantão no 4º DP de Santo André pediu a prisão preventiva durante a madrugada, mas o caso havia sido registrado como lesão corporal. O artigo primeiro da lei 7.960/89, que dispõe sobre as regras para concessão de prisões temporárias, não prevê detenção antecipada para acusados de cometerem crimes dessa natureza.

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