JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO
JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO

Preso suspeito de integrar bando que fraudava bilhete único em SP

TV Globo mostrou que os golpistas vendiam cartões irregulares livremente em estações da CPTM

Alexandre Hisayasu, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2016 | 22h04

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam um suspeito de participar de uma quadrilha especializada em fraudar o bilhete único da São Paulo Transporte (SPTrans). Durante a ação, outros dois suspeitos foram detidos e cerca de 450 bilhetes, apreendidos.

As investigações começaram após o Bom Dia São Paulo, da TV Globo, revelar o esquema. A denúncia mostrou que os golpistas vendiam bilhetes irregulares livremente em estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tanto na Grande São Paulo quanto na capital.

Segundo as investigações, um hacker que mora no Nordeste conseguiu invadir o departamento de informática da SPTrans e montou o esquema para fraudar o sistema que conta os créditos dos bilhetes. Dessa forma, valores eram carregados, mas o pagamento não chegava à SPTrans.

Operação. Na manhã de quinta-feira, dia 7, os policiais cercaram um bar, na Rua da Consolação, na região central. No local, eles prenderam Leonardo Bonafé dos Santos Pereira no momento em que ele carregava um bilhete único com carga falsa de créditos. Em outro ponto na zona leste, os investigadores surpreenderam dois homens com 453 cartões irregulares. A investigação suspeita que a fraude ultrapasse R$ 600 mil.

À TV Globo, a CPTM informou que alertou a SPTrans, em maio – e pediu o cancelamento de 1,7 mil bilhetes. Nos primeiros 18 dias de maio, estima-se que a fraude chegou a R$ 450 mil. 

Procurada, a SPtrans afirmou que iniciou o combate às fraudes assim que foram descobertas e, em abril, alertou a Polícia Civil, o Metrô e a CPTM. Segundo policiais do Deic, os suspeitos serão investigados por estelionato e furto.

Primeira vítima. A fraude foi descoberta pela polícia em janeiro, depois que o atual secretário de Justiça, Marcio Elias Rosa – que, na época, era procurador-geral de Justiça –, teve o cartão de crédito clonado pela quadrilha. Os bandidos conseguiram transferir os crédito do cartão dele para pagar um bilhete único.

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