Preso homem que vendeu revólver 38 para atirador

O dono do revólver calibre 38 usado por Wellington Menezes de Oliveira no massacre em Realengo foi preso ontem pela Polícia Civil do Rio. Manuel Freitas Louvise, de 57 anos, confessou ter vendido a arma, carregadores e munição, mais de uma vez, ao assassino-suicida.

Tiago Rogero, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

Segundo a polícia, os dois trabalharam juntos na Rica Alimentos, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Os policiais chegaram a Manuel depois de perícia feita no revólver, que estava com a numeração raspada. O suspeito foi detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, sob acusação de comércio ilegal de arma de fogo. A juíza que decretou a prisão, Maria Paula Galhardo, disse, segundo o Tribunal de Justiça, que a periculosidade do denunciado ficou clara porque, mesmo sabendo da "atrocidade" cometida por Wellington, Manuel se manteve "oculto" durante todo o tempo.

No dia 9 de abril, a polícia prendeu dois homens em Santa Cruz, zona oeste do Rio, que confessaram terem sido os intermediários da venda da outra arma usada pelo assassino. A calibre 32 teria custado R$ 260.

IML. Nenhum parente de Wellington procurou identificá-lo até agora. Se não houver procura até o dia 22, o corpo será enterrado no Cemitério de Santa Cruz como "não reclamado", com as despesas pagas pelo governo.

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