Policia Civil/Divulgação
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Preso homem que fabricava metralhadoras caseiras na Grande SP

Armamento era vendido a custo de R$ 15 mil, segundo investigadores; celular apreendido tem registro de encomendas

Sara Abdo, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 04h11
Atualizado 17 Outubro 2017 | 09h28

SÃO PAULO - Foi preso na tarde desta segunda-feira 16, um homem que fabricava metralhadoras caseiras e clandestinas em Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana de São Paulo. As armas eram vendidas por cerca de R$ 15 mil, e no local também foram apreendidos registros de pedidos de armamento, notebook e material para produção. O caso foi registrado como prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, e o criminoso passará pela audiência de custódia nos próximos dias.  

Após uma recente apreensão de armas na região de Guaianazes, na zona leste da capital paulista, o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), no 44º DP, seguiu com investigações e chegou à  residência de Valdemir Nazário dos Santos, de 34 anos. Em um cômodo de cozinha, ele escondia o material nas paredes de gesso e em armários embutidos. 

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Segundo o chefe dos investigadores do Decap, que à reportagem se apresentou como Batista, no local também foram apreendidos um celular, com registros de encomendas de armamanetos via conversas no aplicativo Whats App, recibos de material comprados em uma loja em São Matheus, na zona leste da capital, e um notebook, onde estão arquivados todos os protótipos das armas. "A produção é caseira, mas o produto é quase profissional", afirmou Batista enquanto o acusado finalizava seu depoimento, por volta das 3 horas desta terça-feira, 17. 

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No local estavam entre 4 e 5 armas em fase de montagem, além de diversas munições, entre elas algumas de calibre 50. O material apreendido será enviado a outros departamentos da polícia, o que deve auxiliar a investigação a encontrar mais envolvidos no crime.  

Com a finalização do depoimento, Santos deve ser encaminhado para a 49º DP, onde passará por audiência de custódia. O caso também foi registrado como prisão por porte de munição de uso restrito.

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