Preso ex-PM acusado de participar de chacina

Policial pertenceria ao grupo conhecido como Matadores do 18, que em 2007 e 2008 cometeu série de assassinatos

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2010 | 00h00

Procurado havia cinco anos, o ex-policial militar Eudes Aparecido Menezes, de 44 anos, foi preso ontem em São Paulo. Aos policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o ex-soldado Eudes contou que, depois de ter a prisão decretada pela Justiça paulista, ele fugiu para o Nordeste e, depois, trabalhou dois anos como mercenário para uma empresa americana - um ano na Venezuela e outro no Iraque.

No Brasil, o ex-soldado era procurado por causa de dois homicídios e uma acusação de roubo seguido de morte. Ele havia sido expulso da PM havia dez anos. "É uma pessoa muito perigosa", afirmou a delegada Alexandra Comar de Agostine, do DHPP. Os crimes pelos quais o ex-policial é acusado ocorreram quando ele trabalhava no 18.º Batalhão. Ele e seus colegas de unidade foram acusados em 1995 de formar o primeiro grupo de extermínio na unidade, naquele que seria o precursor do grupo conhecido como Matadores do 18, apontado como responsável por chacinas e assassinatos ocorridos em 2007 e 2008 na zona norte de São Paulo.

O ex-policial foi preso na casa alugada por ele na zona norte da capital. Eram 12 horas quando ele foi surpreendido entrando no imóvel. No lugar os homens do DHPP apreenderam um silenciador, um cano de uma pistola calibre 7,65 mm e munição do mesmo calibre.

Acusação. Eudes é amigo do ex-policial Jairo Ramos dos Santos, preso em abril sob a acusação de ser um dos integrantes da Firma, um grupo de pistoleiros profissionais que cobrava até R$ 30 mil por assassinatos em São Paulo. Entre as vítimas da Firma estão três policiais civis e empresários ligados a caça-níqueis.

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